Quem sou eu e o que este blog.

Minha foto

Sou viciado em computação, Internet e Fotografia. Morei por quase 6 anos, e ainda frequento, Paraty. Sou usuário de softwares Open Source, tendo dado algumas contribuições em diversas ocasiões.

terça-feira, 15 de maio de 2012

Virada Digital Paraty 2012 - Final

Eu adorei o evento. Muito bom. Claro que pode melhorar. Assisti algumas palestras, e sempre foram legais.


O nome "Virada" foi meio errado, pois quase nada acontecia de madrugada, e este nome lembra "virar a noite". (Exceto umas pessoas que vi usando a Internet do lado de fora da tenda, na madrugada de domingo.) Poderiam deixar a sala de imprensa e a área de laboratórios (vou falar adiante) disponíveis 24 horas.

Faltou um laboratório para experiências, desenvolvimento de hardware, software, demonstrações, sem programação prévia, onde gente de diversas áreas pudessem dar palpites, ajudar o desenvolvimento de projetos dos outros, e também assistir. As pessoas também poderiam aprender muito, e seria um grande incentivo. Esta área poderia funcionar 24 horas, tal como mencionado no parágrafo anterior.


A impressora 3D da Metamáquinas foi um grande sucesso, uma das vedetes, e eles não tinham um espaço de laboratório, como o que citei acima, então "Invadiram a sala de imprensa". Imagine um laboratório cheio de coisas assim acontecendo. E sem a organização perceber, também tinha um outro projeto em andamento durante o evento. Um emulador de um modelo de telefone, que dei uma pequenina ajuda. Pude aprender e ensinar algumas coisas.

Fico imaginando o carrinho de controle remoto pela Internet, com câmera, que vi no Hack in Rio. Ou a casa controlada pela Internet. Iriam roubar o show.


O Ônibus Hacker foi muito legal. Pena que teve problemas para chegar. O pessoal é muito legal, e tinha muita coisa legal. Sugestão: O pessoal do Ônibus Hacker tem como fazer transmissão de TV em canal aberto. Num próximo evento, se chamarem eles, coordenem para transmitir as palestas e as coisas que acontecem pela TV.

A principal queixa minha é sobre a rede wireless, que estava funcionando muito mal, como demonstrei nos artigos anteriores.

Podem ter usado wireless pela facilidade, para todos conectarem onde quer que estivessem, porque é moderno, por que dá menos trabalho com infra, porque é barato. Mas ela não é solução mágica, podendo ser um sério problema, e foi o que aconteceu. Quando colocaram várias APs na mesma frequência, eles colocaram em uma estrada de pista simples várias entradas, com sinais de controle de entrada completamente dessincronizados, o que causava muitas colisões.

A Internet estava muito boa, o que pude comprovar quando não tinha ninguém usando, mas a distribuição dela estava ruim.

Sugestões:
  • Antenas setoriais de 60 graus, ou menos, posicionadas no centro da estrela, com uma apontando para cada ponta da estrela, e em cada setor não fazer duplicação de sinal.
  • Usar um canal de 2.4 GHz para cada setor da tenda, em uma única AP por canal. Nada de encher de APs. Se tiver que ter mais de uma AP, que sejam APs virtuais do mesmo equipamento, para não ter problemas sérios de arbitragem e colisões.
  • Usar um canal de 5.8 GHz para cada setor da tenda, em uma única AP por canal, da forma explicada para 2.4 GHz. Se bem que, como esta faixa tem bem mais canais, pode até ser mais.
  • As APs de 5.8 GHz e 2.4 GHz terem nomes distintos. Por exemplo: "Virada Digital 2.4 GHz" e "Virada Digital 5.8GHz". Assim fica fácil para uma pessoa, que tenha um dispositivo que fale 5.8GHz , escolher qual usar.
  • Todas as mesas da sala de imprensa, o palco, o laboratório mencionado acima, área de exposições etc, com pequenos switchs de 8 portas colados em baixo da mesa. As mesas maiores com dois, interligados, e cabos de rede disponíveis em cima da mesa, no palco etc. Será um acesso muito mais rápido e descomplicado para quem sentar na mesa com um notebook, evitando a poluição de wireless que aconteceu.
Em suma, setorizar as wireless, diminuir as APs, não repetir canal na mesma área de cobertura, e disponibilizar maciçamente rede cabeada.

Sugestões para atrações seria entrar em contato com organizadores de outros eventos, como o Hack in Rio e o GNUGraf, com grupos de usuários, como a FUG-BR, Linuerj, grupos de usuários de Arduino (foi um desenvolvedor do grupo de Arduino que estava com o carrinho no Hack in Rio), grupos de usuários de Android, usuários de Debian, usuários de Slackware etc, pois tem muita gente que pode contribuir, tanto em cursos, palestras técnicas, palestras sobre política, demonstrações, ocupar o laboratório coletivo que faltou neste evento (como mencionado antes) etc. Nestes grupos existem muitas pessoas engajadas no nível politico e no nível técnico, que podem contribuir para o evento.

Este evento pode mexer com a cabeça dos jovens, especialmente os laboratórios e trabalhos como o do Ônibus Hacker. Uma parte da juventude e da criançada pensa em ser, quando crescer, jogador de futebol, cantor (especialmente de funk), dançarina de funk, dj etc, (já soube de um caso pior) e tem muito preconceito com quem estuda, quem quer aprender, os nerds etc. Este tipo de evento pode mudar completamente a visão, e mostrar que estudar, ser nerd, é bem mais legal, pois vai fazer coisas legais, lidar com coisas legais, criar coisas legais etc, e até pode ser famoso.

O evento foi muito bom, e uma grande iniciativa. Mas pode melhorar. Estou doido para participar das próximas edições. Por um lado até gostaria de participar da organização.

Nenhum comentário:

Postar um comentário