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sexta-feira, 8 de maio de 2020

Explicação sobre sensores de câmeras e Mp no Facebook.

Em uma discussão no Facebook eu dei uma explicação tão rica em informações que resolvi publicar aqui também. Acho que me empolguei.
 
Então eis o texto:
 
Vou explicar um pouco sobre a ilusão dos Mega pixels (Mp) e como funcionam os sensores de câmeras.

Mais Mp pode ser muito bom para grandes impressões, grandes ampliações, mas existem efeitos colaterais.

Existem tecnologias e níveis e variações de tecnologias para sensores eletrônicos. Por exemplo, as duas principais tecnologias são CCD e CMOS. Atualmente não se usa mais o CCD, pois parece ter atingido o limite de desenvolvimento e não tem mais como melhorar, ou se tiver, não vale muito o trabalho para isto. Basicamente só se usa CMOS, que além de superior, ainda tem perspectivas de melhoras.

Então, dentro de uma mesma tecnologia, nível de desenvolvimento dela e tamanho de sensor, quanto mais Mp pior é a imagem. O tamanho do pixel também é importante para a qualidade da imagem. Quanto menor pior. Explicação adiante.

Todo circuito eletrônico gera ruído, e ele é influenciado pela temperatura. Por isto que em casos especiais se usa resfriamento por nitrogênio líquido (Cerca de -200 graus Celsius.). Sensores de grandes telescópios são refrigerados a nitrogênio líquido (pelo menos) pelo que eu soube, e faz todo sentido.

Quem já colocou um amplificador no volume máximo sem sinal de entrada já deve ter escutado um ruído saindo das caixas de som. Este é uma mistura de ruído captado pelo aparelho com o gerado por ele mesmo e pela sua fonte de alimentação.

Mas a câmera não é digital? A câmera sim, mas o sensor dela é analógico. Sempre é analógico (Não é filme fotográfico, que acho errado chamar filme fotográfico de analógico, e já dá para suspeitar o motivo.) (Também cabe explicar que li uma vez um artigo sobre um sensor realmente digital, e que ironicamente funciona de forma quase igual a um filme fotográfico.).

Depois da captura da imagem feita pelo sensor, o sinal capturado tem que ser amplificado e depois digitalizado. Só que o sensor gera o seu ruído eletrônico, tal como o amplificador e parte do digitalizador (Não estou levando em conta o ruído de digitalização, que é uma história muito diferente.).

O sensor tem uma sensibilidade natural dele, e as variações de ISO (de sensibilidade) são normalmente feitas no amplificador, alterando o ganho dele. Então não é correto, é inexato, falar que aumentar o ISO aumenta o ruído. Aumentar o ISO evidencia mais o ruído do sensor.

Uma das técnicas usadas para reduzir os ruídos é colocar todas as etapas em único chip, isto é, o mesmo circuito integrado tem o sensor, os amplificadores, digitalizadores, circuitos de controle etc, já saindo do CI já digitalizado em 12, 14, ou até mesmo 16 bits por pixel.

Agora voltemos ao tamanho do pixel do sensor.

Mais Mp em um sensor de mesmo tamanho gera pixels menores, que tem menos área de captação de luz. Isto pode aumentar a necessidade de amplificação de sinal, e/ou aumento de sensibilidade dos circuitos, o que vai captar e amplificar mais ruído.

Por isto que alguns campos da fotografia tem que usar câmeras maiores, mais pesadas e mais caras, para terem sensores maiores, com pixels maiores, e assim mais captação de luz e melhor qualidade de imagem. (Além de outros recursos.)

Mas desenvolvimento tecnológico também é importante. Por exemplo, câmeras de 45 Mp (sensores CMOS) atuais tem uma qualidade de imagem bem melhor do que as de 24 Mp (sensores CMOS) de 10 anos antes.

Celulares de 16 Mp (sensores CMOS) atuais tem qualidade de imagem muito superior do que as câmeras digitais de 20 anos atrás com 2 Mp (sensores CCD). E não estou falando de resolução, e sim, qualidade da imagem do pixel.

E falando em 2 Mp, para quase tudo o que as pessoas fazem atualmente bastaria 2 Mp. Redes sociais não precisam de resoluções muito altas. Quase tudo que publico em redes sociais eu reduzo para 0.5 Mp antes de publicar.

quinta-feira, 28 de novembro de 2019

Mais sobre monitores de vídeo, tempo de exposição etc.

Fazendo um teste de gravação da câmera obtive várias imagens borradas deste modo:

Observe os últimos dígitos borrados no número mostrado.

Desenvolvi um programa que entra em loop escrevendo o tempo em micro segundos na tela do computador, e fotografava a tela para medir o tempo entre cada foto. As fotos eram feitas com tempo de exposição de 1/60 segundos, para garantir que a varredura da tela passaria somente uma vez pela área que eu fotografava. Mas o que deu de errado? Porque os números embaralharam?

sexta-feira, 15 de novembro de 2019

Despedida do grupo de Facebook "Fotografia - Técnicas e Dicas"

Caros.

Cerca de um ano atrás fui convidado a entrar no grupo de Facebook "Fotografia - Técnicas e Dicas" por um amigo dos tempos de Orkut. Entrei no Grupo, que na época tinha uns 28 mil membros. Pouco tempo depois me tornei moderador, quando ele tinha cerca de 30 mil membros, se não me engano.

Com o tempo, este amigo não pode continuar na administração e colocou uma amiga dele. Ele comunicou a mudança para a dona do grupo, que estava afastada, mas continuava com privilégio de administradora.

Atualmente o grupo tem mais de 41 mil membros, sendo que dos últimos 10 mil, a maior parte foi aprovação minha. Os outros moderadores a e administradora também ralavam muito, muito mesmo. Eles aprovavam e recusavam mais publicações do que eu. E denúncias sempre eram prioridade, passando a frente de tudo, e nunca ficando muito tempo. Na maior parte dos casos, quando eu via um aviso de denúncia, ela já tinha sido tratada por algum moderador ou administrador.

Não é a primeira vez que fui moderador de um grupo de fotografia grande. Fui por um bom tempo, e o último ativo, do maior grupo de fotografia que existia no Orkut. Comecei me voluntariando durante uma epidemia de vírus que fazia publicações no Orkut. Este grupo passou dos 120 mil inscritos. Foi o maior grupo de fotografia no Orkut. Possivelmente, até hoje, um dos maiores grupos de fotografia que já existiu em redes sociais.

Mesmo o grupo de Facebook "Fotografia - Técnicas e Dicas" tendo 1/3 do tamanho deste do Orkut, ele dava muito trabalho, até mais do que o do Orkut. Várias denúncias, muitas publicações para aprovar e recusar, num mundo muito mais dinâmico onde se publica com o celular de qualquer lugar. Aprovação de publicações não tinha no Orkut, mas tinham os vírus. Tivemos (eu, outros moderadores e a administradora que estava ativa) que lidar com até denúncias de racismo, xenofobia e assédio sexual. Alguns casos de denúncia necessitavam de análise de contexto, e não era raro o denunciante ser o causador do problema.

Dedicávamos muito tempo, e até custo de Internet, celular, energia etc, para administrar. Com isto acho que deveríamos ser remunerados pelo Facebook pelo trabalho que dava.

Ficávamos em reunião constante em um grupo de bate-papo para resolver os problemas, para que as decisões fossem alinhadas e por consenso.

Para a nossa surpresa (minha, dos outros moderadores, e para a administradora que estava ativa) o grupo amanheceu no dia 14/11/2019 com outros administradores, e a administradora ativa tinha sido retirada da administração. A foto do grupo tinha sido alterada, e muita coisa tinha sido modificada.

A dona do grupo, que estava inativa a muitos meses, mesmo inscrita no grupo de discussão da administração, passou a administração para outra pessoa, que não era sequer membro do grupo, e, portanto, não sabia como o grupo estava sendo tocado e administrado. Fez isto sem sequer nos consultar. Ela alegou que achou que o grupo estava abandonado pelo tamanho da fila de publicações pendentes, e disse que estava cheio de denúncias. Não estava cheio de denúncias, porque isto era prioridade, e não acumulada, era tratado rapidamente. No meio das publicações pendentes, tinham algumas a serem recusadas, outras que tinham que ser espalhadas durante o dia para não ter muita coisa parecida ao mesmo tempo etc. E entram dezenas de pedidos de publicação por dia. Era só ela olhar as datas de entrada na fila de aprovação, e as publicações no grupo para ver que não tinha abandono, coisa que ela não fez.

Ela se manifestou, depois da nossa cobrança, no grupo de chat de administradores. Tentou se explicar, mas o clima não foi bom, e ela não desfez o erro que tinha feito. Ela acabou saindo do grupo de chat de administradores. Entrei em contato com o amigo que tinha me convidado para o grupo, e contei a história. Eu o coloquei de novo no grupo de chat de administradores, e ele mostrou que tinha avisado das mudanças de administradores à dona, coisa que ela alegou que não sabia.

Nos sentimos desrespeitados, muito desrespeitados. Hipóteses piores até foram pensadas.

Não sei como seguirá o grupo com a nova administração, então esta é a minha despedida do grupo de Facebook "Fotografia - Técnicas e Dicas e da moderação dele. Não tem mais clima. Acho que o mesmo acontece com os outros moderadores e a administradora que foi removida.

Acredito que o administrador novo e os membros vão sofrer um tempo para se adaptarem. Administrar um grupo grande não é tarefa fácil, e por isto que mencionei que o Facebook deveria remunerar este trabalho.

Caso alguém queira manter contato, seguir o meu trabalho, siga os links abaixo:

Instagram: @j.goffredo
Facebook: https://www.facebook.com/JGoffredoFotos
blog: http://jgoffredo.blogspot.com/

Pessoal:

Twitter: @j_goffredo
Facebook: https://web.facebook.com/joao.rochabragafilho

Grato pela atenção dos membros do grupo, e dos colegas e moderação e dos administradores que trabalharam conosco.
Grato por ter ajudado quem eu pude ajudar no grupo.

Ex-moderador João.


Atualização de 13:45 de  16/11/2019

Não acho mais o grupo. Parece que fui banido do grupo. Sei que em algum momento da manhã de 15/11/2019 esta carta foi removida do grupo, mas mesmo assim eu fazia parte do grupo. Eu consegui arquivar os comentários que ela recebeu.

segunda-feira, 11 de novembro de 2019

Como seria o notebook ideal para um fotógrafo? - Versão 2.0

Faz mais de 7 anos (em 01/05/2012) que publiquei um texto sobre notebook ideal para um fotógrafo, e até hoje não vi um. Existem bons, próximos à necessidade, mas feito com fotógrafos em mente ainda não vi (Exceto alguns Apple Mac que são quase assim, e alguns que o são por acaso.).

E o que seria um notebook para um fotógrafo. O que ele deveria ter?

domingo, 10 de novembro de 2019

Nomenclatura de DSLRs da Nikon - Versão 2.0 (E mais linha Z.)

Esta é a versão 2.0 do texto de nomenclaturas de câmeras Nikon, que originalmente foi escrito a quase 8 anos e meio trás.

Muita gente não sabe o sistema de nomenclatura, e as linhas de câmera Nikon, então este texto é para esclarecer as dúvidas.

quarta-feira, 6 de novembro de 2019

O mito da redução de velocidade do adaptador SD-MicroSD

Em uma discussão no Facebook algumas pessoas desaconselharam o uso de cartões Micro SD com adaptadores alegando que o adaptador reduzia a velocidade o cartão. Eu respondi que só vi redução em um caso, o do ez Share, que não é exatamente um adaptador. Eu não tinha visto indício nenhum de alteração de velocidade.

O adaptador é simplesmente contatos e fios em uma distância bem curta, e não via motivo que sustentasse a afirmação que o adaptador reduzia a velocidade do cartão.

Então resolvi testar. É isto que costumo fazer quando surge uma dúvida.

segunda-feira, 4 de novembro de 2019

Lendo 2 cartões ao mesmo tempo com o Kingston FCR-HS4

Este texto trata de problemas consequências de tentar ler dois cartões ao mesmo tempo no leitor de cartões Kingston FCR-HS4.

Para ler este texto antes tem que ler o artigo "Vale a pena usar leitor de cartões USB 3.0?".

Ele está com um nível alto de "nerdice", portanto leiam por sua conta e risco.

Vale a pena usar leitor de cartões USB 3.0?

O meu computador atual tem algumas portas USB 3.0, então resolvi arriscar comprar um leitor de cartões USB 3.

Tive boas experiências com leitores baratos, e algumas experiências ruins, inclusive um que já veio com defeito, e depois da troca o outro deu defeito em alguns dias. Então, já que o meu computador atual tem algumas portas USB 3.0, então resolvi arriscar comprar um leitor de cartões USB 3.

Nota: Quando eu falar de USB 3, estarei falando das versões 3.0 e 3.1 de USB, quando falar USB 3.0 estarei falando somente da versão 3.0, e quando falar de USB 3.1 é sobre esta versão em específico.

Mas no início achei os leitores de cartões USB 3 muito caros, mas começaram a surgir mais modelos, e a baratearem. Ainda não acho que são baratos, mas acho que estão saindo da faixa de preço de artigo de luxo, especialmente se forem duráveis.

Eu escolhi um dos mais baratos que achei no site Boa Dica, mas vou explicar por que não escolhi o mais barato.

sábado, 2 de novembro de 2019

Por que passei a usar só Micro SD nas minhas câmeras?

Alguém, além de mim, já teve algum cartão eletronicamente bom, mas dando mal contato na câmera e no leitor? Isto é muito chato. O cartão fica não confiável, e é um risco de usar, pois pode colocar na câmera, funcionar, fazer as fotos, e depois não conseguir ler as fotos dele.

Eu tenho alguns cartões que aposentei por este motivo. Aliás, nunca perdi um cartão de memória por defeito eletrônico, ao contrário de pen drives.

O que leva a este defeito no cartão? Uso, muitas inserções e remoções, talvez leitores de baixa qualidade que arranham os contatos etc.

Note os contatos arranhados, além de alguns danos no  corpo dele. Este cartão foi muito usado.

E como se evita estes danos ao cartão? Leitores de qualidade não são fáceis de achar, e preços são enganosos, pois já vi leitores ruins sendo vendido nos mais variados preços. Alguns bons são muito caros.

A melhor solução que achei foi usar Micro SD.

Os cartões Micro SD costumam vir com um adaptador, então, alguns anos atrás, comecei a coletar adaptadores Micro SD para SD de amigos que compraram cartões de memória para celular, MP3 etc. Também guardava os que vinham com os cartões dos meus celulares. Achava um desperdício jogar o adaptador fora. Com isto fiz um pequeno estoque de adaptadores (mas continuo aceitando doações).

O truque é que, usando o adaptador, quem está sofrendo com as inserções e remoções é o adaptador, e não o cartão em si. Quando o adaptador ficar ruim é só retirar o Micro SD dele e colocar em outro adaptador.

Assim faço o cartão durar mais.

Nota: Este texto foi escrito em 10/03/2018 e passou mais de um ano e meio aguardando ser revisado e publicado. Neste tempo, nem antes, não tive nenhum problema com os adaptadores e cartões que eu uso. Talvez nenhum adaptador tenha falhado por estar usando um bom leitor de cartões que será analisado em outro artigo.

Nota 2: Sei que colocando mais uma "camada de contatos" aumentam as chances de mau contato, mas os contatos bons (em qualidade e estado) dificilmente dão problemas, e contatos arranhados, danificados por uso, tem chances de darem problemas.

domingo, 7 de julho de 2019

Roger Waters no Maracanã - 24/10/2018

- Esta câmera é profissional? - Pergunta o segurança ao ver a minha velhinha Panasonic FZ28 na minha pochete.

- Não. Ela é amadora. - Eu respondo.

E assim entrei no Maracanã para assistir o show do Roger Waters no dia 24/10/2018 com a câmera mais adequada que eu tinha para fotografar o show.

sexta-feira, 31 de agosto de 2018

J.Goffredo Game Building

Muitos amigos meus sabem que tenho um senso de humor imaginativo, e não raramente nonsense. Mas não costumo mostrar muito disto na minha fotografia (exceto na Passeata das Coxinhas Mordidas).

Meses atrás mudaram o meu setor inteiro para um outro prédio, que, infelizmente, tem uma vista menos bonita, mas algo não parava de me provocar. Especialmente por que eu estou sentando junto da janela.

Comecei a fazer planos, e finalmente executei. Abaixo está o resultado.

Sei que não está perfeito, mas não sou designer, ilustrador etc. Fiz o que pude com o GIMP. Sei que tem programas melhores, mas ele me serviu. Eu tinha que colocar a ideia para fora.

Clique na imagem para ser ela sozinha, e nela de novo para ampliar.


Caso alguém queira participar da brincadeira, fazer uma versão etc, entre em contato pelas redes sociais, por e-mail, por comentário etc.

terça-feira, 28 de agosto de 2018

Notas sobre o adaptador Nikon FTZ para as câmeras mirrorless Nikon e lentes F

A Nikon lançou as suas câmeras mirrorless com um adaptador FTZ para permitir o uso das suas lentes com mount F nelas, mas, pelas fotos, um usuário experiente de lentes antigas da Nikon consegue perceber várias limitações neste adaptador.

Nikon Z7 com adaptador FTZ.
Fonte: Divulgação/Nikon

Será usada a Nikon Df como referência para comparação por ser a DLSR da Nikon que aceita a maior gama de lentes da Nikon. Outra referência será Nikon D90, que já foi uma das mais populares câmeras da Nikon.

Tanto a Nikon Df quanto este adaptador não conseguem ler a abertura de lentes lançadas pela Nikon antes de 1977. Mas quase todas estas lentes podem ser modificadas para Ai-S. A Nikon Df consegue ler a abertura das lentes Ai-S, mas este adaptador não pode. Ele não tem o encaixe para isto.

Existe uma pequena chave neste adaptador, perto do encaixe da lente, que se parece muito com uma que existe na D90 e em muitas outras câmeras da Nikon. Ela permite saber se uma lente que tenha anel de abertura, como a popular 50 mm F1.8 AF D, está configurada na abertura mínima. Assim, se a lente se identificar para a câmera (como as que tem contatos eletrônicos), ou for informada em algum menu da câmera (no caso das lentes totalmente mecânicas), seria possível controlar a abertura da lente.

Mas esta chave impede que uma lente Nikon de antes de 1977, que não tenha sido modificada, seja encaixada neste adaptador. Este mesmo problema acontece na D90, e em outras câmeras Nikon. A Nikon Df não possui esta chave, portanto não impede o uso destas lentes.

Outra coisa que se pode notar é a ausência do motor de foco, que é presente em quase todas as câmeras Nikon intermediárias ou melhores. Este motor não está presente nas linhas D3X00 e D5X00. A consequência é que lentes AF e AF D, como a  popular 50mm F1.8AF D, não serão capazes de fazer autofoco com este adaptador. Assim só será possível fazer autofoco nas lentes AF-S e AF-P, que possuem o seu próprio motor de foco.

Aparentemente o nível de compatibilidade de lentes deste adaptador deve ser parecido com o das câmeras das linhas D3X00 e D5X00. Isto dificultará o uso de algumas lentes populares, mas deve funcionar em todas as mais modernas.

terça-feira, 17 de abril de 2018

3 dias estudando

Estudar é bom, e de vez em quando se aprende outras coisas inesperadas pelo caminho. Vai se estudar uma coisa, e aprende-se outra junto.

Eu confesso que tenho alguma dificuldade de fazer foco manual. Quando fotografava na adolescência usava uma câmera de foco fixo, e quando retornei a fotografia já adulto passei a usar essencialmente o autofoco. O autofoco é um grande recurso, que melhora as fotos, e agiliza o processo. Acho que fiquei acomodado, mas acredito que não seja o único.

A maioria das minhas lentes são autofoco, mas tenho algumas lentes que não tem este recurso, inclusive as minhas duas lentes mais claras. Uma delas usei nas duas sessões de fotos com uma grande amiga minha (Ver Usando uma 50mm F1.4 Ai-S na D90 e Segunda sessão com a Tatiana Fasuolo.).

Então resolvi praticar foco manual.

terça-feira, 6 de fevereiro de 2018

Acima da Alta

Os postes de rua estão organizados em níveis.

Aos 4 metros de altura, ou um pouco mais, ficam os cabos telefônicos, as fibras óticas, os cabos de TV por assinatura etc, em suma, comunicação. Pouco acima fica a baixa tensão, a rede elétrica que atende os consumidores comuns de energia elétrica e a iluminação pública. Acima da baixa tensão tem o espaço para os transformadores e outros equipamentos do gênero, e no topo tem os cabos de alta tensão.

Em alguns casos colocam caixas com medidores de consumo de energia elétrica no topo do poste para que se tornem inacessíveis.

É muito difícil de ver, e ainda mais fotografar, o que está no alto do poste, especialmente a parte de alta tensão. O brilho do céu impede que se veja direito.

Mas recentemente eu tive a oportunidade de ver e fotografar os topos de alguns postes. Eu estava em um terraço um pouco acima da fiação de alta tensão, e estava com uma teleobjetiva. Não sou besta de chegar perto para fazer estas fotos como alguns podem pensar ao vê-las.


AVISO: Nem tente duplicar estas fotos se não tiver boa uma teleobjetiva, com, pelo menos 200mm equivalente em uma câmera Full Frame.

AVISO 2: Nem pense em aproximar um celular usando um bastão de selfie, pois pode causar grandes problemas, e pode ser a última coisa que você vai fazer na vida. Pode vir a se candidatar ao Prêmio Darwin (Explicação em português.).

O álbum pode ser visto aqui. E uma apresentação pode ser vista aqui.

Cosplay na Campus Party 11

Pela primeira vez fui à Campus Party. Estou a anos querendo ir, e faziam quase 13 anos que eu não ia a São Paulo e uns 15 que não ia ao Anhembi. Teve época que eu ia pelo menos uma vez por ano para eventos de informática.

Uma das coisas que mais gostei foram os Cosplay. Eu já sabia que iria gostar, mas não sabia quanto. Pessoal legal, divertido, muito simpático, feliz.


Não reconheci muitos dos personagens, pois estou desatualizado em matéria de animação japonesa. Claro que reconheci todos os personagens de Star Trek, e eram fãs como eu, e tive um bom papo sobre as séries de Star Trek.


Um dos que mais gostei foi o Cosplay de Van Gogh.


Fiz um álbum com as fotos que pode ser visto aqui. E aqui tem uma apresentação de slides.

Desculpe-me não colocar uma exibição de fotos aqui, mas o Google fez uma grande besteira ao depreciar o Picasa, que permitia criar álbuns mais facilmente e criar apresentações que poderiam ser inseridas em páginas, mesmo com o inconveniente Flash Player.

quinta-feira, 4 de janeiro de 2018

Aprenda a técnica até poder se esquecer dela (e panning)

Uma amiga que faz dança uma vez me falou que se deve aprender e treinar a técnica até poder se esquecer dela. Isto tem vários significados.

Depois de treinar muito uma técnica ela se torna parte de você. Você a usará sem sequer perceber. Verá a necessidade de fazer a técnica e instintivamente a fará, sem ter que pensar em como fazer. Ou até mesmo em fazer.

Isto acontece com danças, artes marciais, e até em fotografia.

Mas, depois de conhecer bem a técnica, você saberá quando não usá-la, e não a usará conscientemente. Violará a regra, a técnica, sabendo o que está fazendo, e porque está fazendo.


O que é panning?

Panning é uma técnica de fotografia na qual o fotógrafo acompanha com a câmera o objeto em movimento que quer fotografar, e fotografa ele durante o movimento de modo que ele esteja nítido, aparentemente parado, e resto do mundo fica borrado, como se estivesse em movimento.

Isto pode ser feito com corredores, carros de corrida e outros objetos que se movem rapidamente ou não, e até com um andor de uma procissão.

Eu já fiz tanto panning que atualmente faço facilmente, e até inconscientemente, o que foi o caso da foto deste fusca. Eu o vi, e vi que ia passar por mim. Fiz 3 fotos, uma dele se aproximando, esta dele passando por mim, e uma depois de passar por mim.

Só em casa, olhando as fotos que tinha tirado no passeio daquela tarde, que percebi que tinha feito um panning. Foi inconsciente. Acho que percebi a necessidade e fiz como parte de mim, sem pensar em fazer, sem pensar na técnica, nem nada mais. Ela se tornou parte de mim.

quarta-feira, 3 de janeiro de 2018

Uma foto e uma história - 6

Esta é outra foto da qual já falei antes. Foi uma destas situações nas quais não se tem muito o que fazer, não se tem muita escolha, não se tem muito tempo para fazer qualquer coisa, a não ser, ser imaginativo, criativo.

Eu estava perto da Igreja Matriz de Paraty quando chega a procissão. Pego a câmera que tinha na hora, uma Panasonic Lumix FZ28, e apontei para o andor. Quando vi o tempo de exposição (1/5 de segundo) me dei conta que era longo demais para congelar o movimento. Então, o que faço?

ISO 400, 1/5s, F2.8, câmera Panasonic Lumix FZ28.

Panning. Pensei: "Não congela o movimento, então uso o movimento, faço um panning e o andor ficará nítido e o resto ficará borrado pelo movimento.". Claro que o pensamento foi mais rudimentar, menos elaborado, do que isto, mas era esta a ideia.

Este é um caso no qual a criatividade, a imaginação, e o conhecimento de técnicas, superam as dificuldades.

terça-feira, 2 de janeiro de 2018

Cuidado com as lentes e dispersão de luz

Toda lente faz algum nível de dispersão de luz. É inevitável. O nível de dispersão é um dos muitos indicadores de qualidade da lente. Se uma lente é boa, ela faz pouca dispersão.

Mas existem outras formas de causar esta dispersão. Uma é colocar um filtro para isto, ou um filtro sujo. Outra é sujar a lente. Colocar o dedo suado na lente é fatal para isto.

O filtro estrela faz isto, ele faz uma dispersão intencional e meio controlada da luz.

A sujeira e impressão digital na lente podem ser limpos, um filtro pode ser removido, mas tem algo que causa esta dispersão que não se resolve facilmente.

segunda-feira, 1 de janeiro de 2018

4 Minutos ao Luar, Feliz 2018

Depois de fotografar os fogos da virada de 2017 para 2018 em Paraty resolvi aproveitar a Lua Cheia para fazer algumas fotos pelo antigo projeto 4 Minutos ao Luar. Fazia muito tempo que não fazia longa exposição assim (acho que desde Agosto de 2014), e já que era uma noite de Lua Cheia e eu estava com todo o equipamento necessário, resolvi aproveitar um pouco.

Foi a primeira vez que fiz isto com um cabo de disparo e com a minha câmera nova.

Só fiz 3 fotos, pois estava cansado, com fome, e a cidade estava superlotada.

O resultado está abaixo:

Baia de Paraty, com um pouco da praia da Terra Nova, e com carros estacionados. (Eu sei que está um pouco torta.)

Baia de Paraty. (Sei que esta torta.)

Mangue da Terra Nova, diante do Centro Histórico de Paraty.

Eu não conferi direito o horizonte das duas primeiras fotos. Por isto que saíram tortas.

Uma coisa que descobri é que estou desacostumado, e até ansioso demais para fazer fotos de longa exposição, portanto estou precisando fazer mais delas. Acho que se deve a isto o erro nas duas primeiras fotos, a inclinação delas, mesmo tendo recursos na câmera para ajustar o horizonte, coisa que resolvi na terceira foto.

Se eu puder, vou fazer mais algumas esta noite.

domingo, 29 de outubro de 2017

Por que uso Software Open Source na fotografia

Eu uso Softwares Open Source para praticamente tudo, inclusive para a fotografia. E um dos motivos é que não tem algumas frescuras que softwares comerciais tem.

Já vi um software comercial se recusar a abrir um arquivo de imagem RAW de uma câmera só por que a câmera era mais nova do que o software instalado, e o UFRaw abriu sem problemas.

Agora resolvi dar uma olhada nos RAWs da Nikon D850, lançada em 24 de Agosto de 2017. Achei nesta página algumas amostras de arquivos RAW desta câmera, e baixei alguns.