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quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

Por que usar RAW para fazer HDR?

Por que devemos usar as imagens RAW, e não JPEG para fazer HDR?

A palavra RAW em Inglês significa "cru" em Português. Não é uma sigla. Seria na ideia da imagem não tratada. É a imagem tal como saiu do sensor.

Se você não sabe o que é HDR, Mapeamento de Tons etc, e quer continuar lendo este texto, sugiro ler o texto Teoria Básica de HDR e HDR, um estudo de caso (Making Of).

O JPEG só pode, por definição, ter 8 bits por cor em cada pixel, possibilitando no máximo 256 tons por cor, e com 3 cores (RGB) só pode representar 16.777.216 cores.

A maior parte das câmeras digitalizam com 12 bits por cor por pixel (Na realidade é um pouco mais complicado que isto. Pesquise sobre Filtro Bayer para obter detalhes.), as melhores podem digitalizar com 14 bits por cor por pixel, e já ouvi falar de 16 bits por cor por pixel. Com 12 bits temos 4.096 tons para cara cor, o que dá 68.719.476.736 cores possíveis. E com 14 bits temos 16.384 tons por cor, e 4.398.046.511.104 cores possíveis. Bem mais do que o JPEG.

domingo, 8 de janeiro de 2017

Em busca da imagem perfeita

Muitas vezes as pessoas veem uma foto, uma imagem, e acham linda, mas não fazem ideia do trabalho que tem por trás dela. É um pouco disto que vou contar aqui, não mencionando os anos de estudo por trás que me tornaram capaz de ver e resolver estes problemas.

sexta-feira, 4 de setembro de 2015

Farofas Fotográficas

A farofa é uma das comidas, se não a comida, que mais tem possibilidades de variações, de combinações, de possibilidades etc, mas muita gente sempre faz a mesma receita, com os mesmo ingredientes, sem variações. E para piorar, muita gente faz mesma farofa, quase todo restaurante faz a mesma farofa, sempre seguindo a mesma receita, por causa do mito "Todo mundo gosta de farofa de bacon.". Eu já falei disto aqui.

Pode ser uma covardia não sair do mesmo, não variar as receitas. Algumas pessoas podem criar a sua própria receita, e ela ser a sua "marca registrada" (Conheci um restaurante que tinha a sua receita exclusiva de farofa.), e isto é bom, mas também é bom conhecerem outras receitas para poder variar de vez em quando. Mas tem pessoas que nem tentam aprender novas receitas e/ou criar as suas próprias receitas, fazendo sempre a mesma que todo mundo faz.

De vez em quando vejo isto na fotografia. Pessoas tratando as fotos da mesma maneira, com os mesmos programas, usando tratamentos padrões que vem nos mesmos programas que muitos usam. Todos fazendo farofa de bacon. Medo que a sua farofa/fotografia não seja aceita? E daí se não for aceita? Mas novidades podem ter aceitações surpreendentes, como a minha farofa de banana que fiz em uma festa de ano novo. Todos comeram dela, e ela acabou (E de novo no almoço do dia seguinte.).

E qual é uma das funções da arte, senão provocar, mostrar o diferente, contrapor, subverter.

Eu mesmo me questiono sobre estas coisas. Como agora estou me questionando se não estou exagerando, se não estou me valorizando demais ao fazer esta crítica. Eu tenho um espírito iconoclasta, e não posso resistir a pensar diferente, a derrubar ícones. Mas também sou chegado a não editar as fotos (tem vezes que sou preguiçoso), usando o SOOC.

A farofada

Semanas atrás, depois de enviar o material para a convocatória do Paraty em Foco, peguei uma das imagens e resolvi olhar mais para ela. Era o HDR abaixo, que já foi assunto de retrabalho de edição, mencionado aqui.

HDR com 6 exposições com passos de aproximadamente 2 EV entre elas. Fusão das exposições feita com o Luminace HDR. Mapeamento de tons feito à mão, com ajuste de gama, máximo e mínimo, e depois curvas, no Cinepaint. Foram mais de 9 horas de trabalho para chegar nesta versão, certamente com pausas, sem contar as versões anteriores.

Fiquei pensando: E se eu aplicar as receitas, os algoritmos, de Mapeamento de Tons do Luminance HDR  nesta imagem?

segunda-feira, 14 de julho de 2014

HDR: Alguns mitos e fatos

Eu vejo muita gente falando sobre HDR, fazendo, tentado fazer etc. Alguns fazendo coisas lindas, e outros fazendo coisas muito cafonas, horrorosas. Mas também vejo muita confusão sobre o assunto. Tem muita gente cometendo erros, e até falando bobagens (Existe o risco de eu falar alguma aqui, e mudar de ideia depois.) etc, e muito disto é por que não entendeu o que é HDR. Então resolvi esclarecer algumas coisas.

Um pequeno desafio  para começar. Qual(is) das três imagens abaixo é(são) um HDR de verdade?

Imagem 1

Imagem 2

Imagem 3

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

30 segundos ao sol

Tirei uma tarde quente e ensolarada (muito quente e muito ensolarada) para tentar fazer fotos de longa exposição ao sol.

Note o barco borrado, e a mureta e o fundo nítidos.

O truque para conseguir isto é usar vários filtros, ISO 200 e diafragma bem fechado (F22).

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

SOOC (direto da câmera) versus tratamento

A sigla em inglês SOOC significa "Straight Out Of Camera"' que traduz basicamente como "Direto da Câmera". Ela é usada para fotografias que saíram da câmera sem qualquer tratamento adicional. As fotos tiradas por câmeras compactas são tipicamente assim.

Luís Perequê, no show de encerramento da FLIP 2012. Um SOOC que passou por redução e colocação de logotipo.

Tem fotógrafos que fazem muito isto. Eu mesmo uso muitas fotos tal como saíram da câmera, sem tratar, pois costumo fotografar demais, e perderia muito tempo tratando. Então faço a melhor foto possível na hora, mas gravo também o raw para uma eventual edição posterior.

sábado, 9 de junho de 2012

Corrigindo as cores na luz de um painel de LEDs

No outro dia fotografei um show do grupo Chama Maré na abertura da Festa do Divino em Paraty, mas a iluminação estava muito complicada. O pessoal de som e luz teve problema de elétrica (talvez de tempo também) e não puderam montar todas as luzes. Então a luz do show foi baseada em um conjunto de painéis de LEDs coloridos (teoricamente consomem menos energia elétrica), e faziam o branco acendendo todas as cores. Se leu o meu artigo sobre LEDs deve ter uma ideia do que pode acontecer.

Para piorar, o azul estava muito forte, e o vermelho muito fraco, tornando as imagens fortemente azuladas. A minha D90 não conseguiu entender a luz, errando feio o equilíbrio de branco. E pelo que pude ver na edição do exemplo que mostrarei aqui, acho que ela não tinha muitas chances.

A foto, tal como saiu da câmera.

O que fazer nestes casos?

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Repetitividade de qualidade de JPEG

Quando eu escrevia o artigo sobre "Por que trabalhar com TIFF, e não JPEG?" me bateu a curiosidade sobre repetitividade de qualidade de JPEG.

Vou usar a mesma foto usada nos artigos JPEG não é compactação e no "Por que trabalhar com TIFF, e não JPEG?", os quais recomendo lerem, especialmente o segundo pois vai ser necessário para entender este artigo.


Note: Este artigo é técnico com um certo grau de "nerdice", mas de leitura opcional (Pode ser bom para entender que o JPEG altera mesmo recodificando a mesma imagem usando o mesmo nível de qualidade.). Não precisa entender os scripts que vou colocar, mas eu tenho que colocar por questões de metodologia científica, para mostrar como fiz a experiência, e como pode ser reproduzida. Terão as conclusões de cada experimento, que poderão ser aceitas pelas evidências apresentadas, ou, em caso de dúvida, podem perguntar nos comentários, ou até mesmo tentar reproduzir a experiência.

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Por que trabalhar com TIFF, e não JPEG?

Muita gente trabalha com JPEG, salva arquivos intermediários em JPEG, depois carrega de novo e continua o trabalho. Quase ninguém sabe que isto é um erro. Mas por que?

Vou usar no teste a mesma foto usada no artigo JPEG não é compactação, que recomendo ler.


Note: Este artigo é técnico com um certo grau de "nerdice", mas de leitura necessária para muitos. Não precisa entender os scripts que vou colocar, mas eu tenho que colocar por questões de metodologia científica, para mostrar como fiz a experiência, e como pode ser reproduzida. Terão as conclusões de cada experimento, que poderão ser aceitas pelas evidências apresentadas, ou, em caso de dúvida, podem perguntar nos comentários, ou até mesmo tentar reproduzir a experiência.

sexta-feira, 20 de abril de 2012

Enfuse: Mais rápido e mais simples que um HDR, e por vezes melhor

Existe um programa muito pouco conhecido, o enfuse. Ele é rápido, simples de usar, e dá bons resultados.

Final da tarde de Paraty, vista da Ponte do Pontal em direção à serra.

Ele é muito mais rápido do que qualquer processamento de HDR, e não precisa de raw. Pode usar os JPEGs mesmo. A obtenção das fotos é igualzinho ao que se faz no HDR.

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

JPEG não é compactação

O formato de imagem JPEG é um dos mais usados no mundo para armazenar imagens, se não for o mais usado. Quase todas as câmeras digitais produzidas até hoje suportam este formato, sendo que muitas não suportam qualquer outro formato.

Muita gente gosta deste formato, por que os arquivos são pequenos em relação aos outros formatos de imagem, e alterando algumas opções pode-se salvar arquivos menores ainda, mas isto não sai impunemente. Isto tem um preço, que é a qualidade da imagem.

Fotografia tirada de dentro do ônibus em movimento. O tamanho foi reduzindo usando um script com o NetPBM. A qualidade escolhida foi de 95, e o tamanho final foi de 177845 Bytes.

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Gnugraf IV. Dia 2.

Amanheceu com um dia feio e garoando, e isto parece ter atrasado e dado preguiça em muita gente. Claro fui com a camisa que ganhei ontem.

Cadunico, o organizador do evento, mostra fotos do resto da equipe de organizadores do evento na abertura do dia.

domingo, 11 de setembro de 2011

Gnugraf IV. Dia 1.

Gnugraf é um evento anual de Open Source, mais exatamente Software Livre de licença GNU (Mais detalhes ver  Licenças de software, introdução.), de computação gráfica. Estou a anos querendo participar deste evento, mas só este ano consegui ir.

sábado, 27 de agosto de 2011

A confusão dos DPIs

A resolução em DPI (Dots Per Inch - Pontos Por Polegada) é algo que pode fazer muito sentido, ou ser totalmente sem sentido, gerando mais confusões do que ajudando. Mas quando resolução em DPI realmente é verdade, ou quando ela não passa de uma abstração, de um lixo?

domingo, 24 de julho de 2011

Gerando amostras de imagem em massa

Uma coisa chata é gerar amostra de fotos, às centenas, para colocar em um site como o Picasa. Imagine que fez centenas de fotos em uma apresentação de dança com 20 turmas, e tem que colocar todas elas em um site para as pessoas escolherem, todas com identificação e logotipo. E se ainda tiver que resolver a rotação, mais trabalho ainda. Se fizer à mão, uma por uma, vai ter uma LER (Lesão por Esforço Repetitivo) no meio do caminho.

Com uma boa dose de "nerdice", e usando um ambiente Unix eu resolvi o problema. Mas para usarem precisa menos "nerdice", mas precisa de um bando de ferramentas comuns ao Unix, portanto, usuários de Mac OS X estão na vantagem.

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Estourando uma única cor. É possível?

O que há de errado na primeira foto que não está na segunda?

Primeira foto.

Segunda foto.
Qual das duas está com problemas?

sábado, 6 de novembro de 2010

Fotografia Open Source

Quando se ouve falar em software para fotógrafos, se ouve muito falar em Photoshop e Lightroom. Mas só existem estes? Só existem softwares pagos e fechados?

Na realidade existem muito mais do que isto. Existem muitos outros softwares fechados, e ainda existem muitos Open Source. É até curioso, pois se pesquisar melhor se descobre que muita coisa de HDR nasceu Open Source.

Para quem não sabe o que é Open Source, sugiro a leitura do artigo Licenas de software, introdução.

O termo Fotografia Open Source é relativo aos softwares Open Source para trabalhar com fotografia. Mas quais são eles?

sábado, 23 de outubro de 2010

HDR, um estudo de caso (Making Of)

Quem leu o meu outro artigo sobre HDR, Teoria Básica de HDR, já entende um pouco do assunto, mas comecei a ver na comunidade HDR Photo Brazil do Orkut algumas dúvidas e confusões entre os novatos. Então resolvi escrever este estudo de caso.

Eu tenho cenas mais bonitas, mas escolhi esta por já ter usado a imagem HDR no outro texto. É o estudo de caso, imagem por imagem, de como foi feito o HDR em questão, mostrado abaixo:


quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Teoria Básica de HDR

Antes de tudo

HDR é uma técnica de imagem digital, usada principalmente em fotografia, mas pode ter outras aplicações. Ela não é algo simples, mas depois de algumas coisas serem entendidas, ela passa a fazer sentido.

Ela foi criada para contornar as limitações dos equipamentos atuais, tanto os de captura de imagens, como de exibição.

Este artigo é meio longo, mas tentei fazer com que fosse claro, não maçante e fácil de ser entendido.

Este artigo foi baseado em uma longa explicação dada num tópico sobre dúvidas de HDR na comunidade “HDR Photo Brazil” do Orkut, que se tornou um artigo na comunidade depois de uma revisão. Posteriormente ele se tornou um artigo no Blog Dicas de Fotografia. Como criei este meu blog, resolvi postar aqui também.