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Sou viciado em computação, Internet e Fotografia. Morei por quase 6 anos, e ainda frequento, Paraty. Sou usuário de softwares Open Source, tendo dado algumas contribuições em diversas ocasiões.

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

JPEG não é compactação

O formato de imagem JPEG é um dos mais usados no mundo para armazenar imagens, se não for o mais usado. Quase todas as câmeras digitais produzidas até hoje suportam este formato, sendo que muitas não suportam qualquer outro formato.

Muita gente gosta deste formato, por que os arquivos são pequenos em relação aos outros formatos de imagem, e alterando algumas opções pode-se salvar arquivos menores ainda, mas isto não sai impunemente. Isto tem um preço, que é a qualidade da imagem.

Fotografia tirada de dentro do ônibus em movimento. O tamanho foi reduzindo usando um script com o NetPBM. A qualidade escolhida foi de 95, e o tamanho final foi de 177845 Bytes.

O JPEG é uma aproximação matemática da imagem original, e não é a imagem original. Ele causa perdas de qualidade na imagem que são proporcionais à taxa de compressão usada. Por isto que na maioria dos programas de edição de imagem que já vi, na hora de salvar um JPEG, é perguntada qual é a qualidade desejada. Algumas câmeras tem níveis de qualidade para o JPEG que vai ser gravado.

Se você quer um arquivo pequeno, então terá uma aproximação ruim, com muitos erros e ruídos, com suavização, com ruídos nas transições mais marcantes como letras etc. Se você quer uma imagem boa, mais próxima da imagem original, então terá um arquivo grande. Por isto que falam que é um método com perdas.

Fotografia tirada de dentro do ônibus em movimento. O tamanho foi reduzindo usando um script com o NetPBM. A qualidade escolhida foi de 50, e o tamanho final foi de 47852 Bytes.

Fotografia tirada de dentro do ônibus em movimento. O tamanho foi reduzindo usando um script com o NetPBM. A qualidade escolhida foi de 10, e o tamanho final foi de 17484 Bytes.

Durante o processamento da imagem, o tratamento, a edição etc, nunca se deve usar o formato JPEG, pois estará acrescentando erros e ruídos. Sempre se deve usar formatos sem perdas, como o TIFF. E mesmo depois do trabalho terminado, é conveniente salvar uma versão em TIFF, mesmo que só vá usar o JPEG. Se vai mandar para uma gráfica o material que você fez, mande em TIFF, e se a sua gráfica não aceita TIFF, mande-a aos quintos dos infernos e procure outra.

O formato JPEG é muito bom para páginas de internet, e material sem grande compromisso. Pode-se ter imagens de alta qualidade, mas em geral estes arquivos serão grandes.

O formato JPEG é meio ilusório para leigos, para pessoas que não tem a consciência da perda de qualidade. Alguns acabam usando inclusive em desenhos simples, feitos em editores de texto, quando um GIF se sairia muito melhor.

Não sou contra o JPEG. Eu mesmo o uso muito. Sou à favor do uso consciente dele, sabendo suas vantagens e deficiências, sabendo quando usar e principalmente quando não usar.

2 comentários:

  1. "O formato mais utilizado é o JPEG, um sistema de compressão (sinônimo de compactação?) de arquivo de imagem que reduz o seu tamanho em até 40 vezes, podendo inclusive escolher o nível de compressão. Outros dois padrões são TIFF e mais recentemente o RAW, ambos com pouca o quase nenhuma compressão oferecem altíssima qualidade, porém com inconveniente de ocupar muito espaço. Uma imagem que gravada em TIFF tem 35 MB, em RAW ela teria aproximadamente 20 MB e em JPEG somente 1MB" fonte: http://www.photocolor.com.br/sub/sub13-1.htm

    Logo, acredito que jpg seja sim, compactação/compressão de arquivos...

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  2. Compactação e compressão são duas coisas diferentes. A compactação não admite perdas, e a compressão admite perdas. O JPEG, o MP3, MPEG etc, são compressões, e não compactação.

    E tem vezes que a perda de qualidade pode ser um inconveniente maior, ou até muito maior, do que o espaço ocupado e o tempo de transmissão de algo.

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