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Sou viciado em computação, Internet e Fotografia. Morei por quase 6 anos, e ainda frequento, Paraty. Sou usuário de softwares Open Source, tendo dado algumas contribuições em diversas ocasiões.

quarta-feira, 17 de abril de 2013

Slow Sync versus Luz Ambiente

Eu tenho o gosto pela experiência, como alguns leitores habituais do meu blog devem ter notado. Então, depois de comprar um flash externo, antes de começar a usar para valer, fui fazer experiências para conhecê-lo.

Uma coisa que já tinha me passado pela cabeça, e já tinha até visto com o fash interno da câmera, era problemas com fotos em Slow Sync. Quem já experimentou já deve ter notado também problemas.

Fiz estas fotos na Praça do Pontal, em Paraty. Lá foi onde achei algumas flores.

Prioridade de Abertura, 1/60 s, ISO 200, F4, Flash iTTL.

Nesta praça tem uma iluminação muito amarela, mais amarela do que as lâmpadas incandescentes comuns. Tão amarela que quase não tem componente azul. Aparentemente de vapor de sódio metálico.

Usei um filtro para alterar a cor do flash, fazendo-o imitar a luz de tungstênio, mas não foi o suficiente para igualar ao amarelo da luz ambiente.

Prioridade de Abertura, Slow Sync (1.6 s), ISO 200, F4, Flash iTTL.

O fundo saiu, mas toda a cena ficou extremamente amarelada, inclusive o que foi iluminado pelo flash, pois estava sendo iluminada por uma luz mais amarela do que a lâmpada de tungstênio, para a qual a câmera e o flash estavam prontos. Esta foto precisaria de edição para corrigir as cores. Se ainda não tivesse o filtro no flash, possivelmente a diferença do objeto principal e do fundo seriam bem maior (Acho que isto dá um novo artigo no blog.).

Modo Manual, 1/200 s, ISO 200, F4, Flash iTTL.

Quase não em diferença entre esta foto e a primeira, já que a luz ambiente era insignificante para a exposição com 1/60s, imagina para 1/200. Isto garantiu mais ainda o isolamento da luz ambiente.

Então mostrei que a luz ambiente pode afetar uma foto em Slow Sync, e até mesmo prejudicá-la. Mas se o objeto fotografado estiver em uma sombra? Então vamos para outra florzinha.

Modo Manual, 1/200 s, ISO 200, F4, Flash iTTL.

Usei a mesma configuração da foto anterior. A flor está bem marcada. Dá para notar sombra de uma flor na outra flor devido ao flash acima da câmera.

Prioridade de Abertura, 1/60 s, ISO 200, F4, Flash iTTL.

Quase sem diferença para a anterior, pois se a luz ambiente era insignificante em uma exposição de 1/60 s, então era menos ainda em 1/200 s.

Agora com Slow Sync.

Prioridade de Abertura, Slow Sync (2.5 s), ISO 200, F4, Flash iTTL.

Note que a s flores continuam azuladas, mas menos, e tem algo amarelado na sombra do flash. Se a flor estivesse em uma sombra mais escura, com menos influência da luz ambiente, a foto teria ficado melhor ainda, sem a  necessidade de uma pequena correção de cor.

Então, quanto menos influência da luz ambiente que o objeto iluminado pelo flash tiver, melhor ainda. O filtro do flash pode ajudar a atenuar a diferença de cor entre a frente e o fundo (Seu que isto não ficou bem marcado aqui, mas estou pensando em fazer outro artigo sobre isto.).

Outra coisa que aconteceu foi um problema de objeto principal se movendo. Existe uma perda de definição na flor, pois tinha uma brisa que a fazia se mover. Isto não afetou as exposições curtas, mas afetou as exposições longas. Então o  objeto principal também tem que ficar parado durante a exposição toda.

De sobremesa, a mesma flor em segunda cortina.

Prioridade de Abertura, Segunda cortina, Slow Sync (2.5 s), ISO 200, F4, Flash iTTL.

Em Prioridade de Abertura, quando se ativa a Segunda Cortina, implica em ligar o Slow Sync. Até que faz sentido, pois a segunda cortina só serve para imobilizar objetos em movimento pouco antes de terminar a exposição, então a exposição tem que ser longa para pegar o objeto em movimento. Caso contrário não faria diferença em qual cortina o flash é disparado. O efeito colateral é que muitos confundem Slow Sync com Segunda Cortina, que são coisas diferentes.

Nota

Todas as fotos foram feitas com uma Nikon D90, com ISO 200, F4, Flash externo SB-700 usando filtro para Tungstênio. A lente foi a 50mm F1.8. Para melhorar a repetitividade, foi usado tripé. Todas foram feitas pouco depois das 23:00.

Tinha um pouco de vento, que afetou um pouco as fotos, o que foi explicado no texto.

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