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Sou viciado em computação, Internet e Fotografia. Morei por quase 6 anos, e ainda frequento, Paraty. Sou usuário de softwares Open Source, tendo dado algumas contribuições em diversas ocasiões.

quinta-feira, 21 de junho de 2012

Como é fácil menosprezar o trabalho dos outros

Existe muito desrespeito às profissões, ao trabalho dos outros. Pode ter alguma influência do tempo da inflação alta, e da ideologia e das propagandas daquela época de procurar o preço mais baixo. Ou será que sempre foi assim? As pessoas não valorizam a experiência, o estudo, e sim, o preço mais baixo, achar que podem elas mesmo fazer qualquer coisa.

Muita gente acha que as profissões dos outros são fáceis. Por exemplo:

  • O trabalho do dentista é só cavar um pouco o dente com uma broca, e depois tampar com uma pasta que endurece.
  • Para que vou contratar um arquiteto? Eu mesmo planejo tudo e construo.
  • O engenheiro vem depois para assinar o projeto da obra. Fulana faz a planta, o projeto, e indica quais paredes derrubar.
  • O trabalho do professor é fácil. É só copiar as coisas do livro para o quadro e pronto.
  • Para que vou pagar R$ 400.00 para um fotógrafo para fotografar a festa, se posso ir numa loja, comprar uma câmera pela metade do preço, pagando em 10 vezes sem juros, e ainda depois tenho a câmera? Ou "Só quero algumas fotos"? Ou "Só algumas fotos suas prestam."...

Tem muita gente que pensa assim. Mas é assim mesmo que funciona?

As coisas tem muito mais detalhes do que isto:

Dentista: Cavar o dente até que ponto? Quando cavar? Como anestesiar para isto? Qual é a estratégia para acessar uma cárie em um lugar difícil? E como saber que tirou toda a cárie? Como reconhecer uma cárie de uma outra mancha sem importância? Quando vai usar amálgama, ou resina? E como esculpir a obturação para manter a função do dente? E quanto conhecimento tem que ter antes para ser capaz de aprender a fazer isto? E tem muito mais além disto.

Arquiteto: Vi uma pousada familiar que tinha um quarto escuro demais, cuja única janela não era na parece que batia sol da manhã, e sim, num corredor, e era impedida de abrir por completo por uma grade. E mais outros erros óbvios que um arquiteto, ou uma pessoa mais experiente, não teria feito.

Engenheiro: O caso do desabamento da Rua 13 de Maio, no Rio de Janeiro. Para transformar o andar em um grande salão, saíram derrubando paredes estruturais, colunas e tudo mais que achavam pela frente. Não consultaram antes um engenheiro. Mais detalhes aqui.

Professor: Entender as dúvidas dos alunos, as dificuldades deles. Mudar a estratégia, o plano de aula guiado pelo livro, para um mais adequado à turma. Fazer e corrigir as provas. Corrigir os trabalhos. Saber bem a matéria para explicar de diversas formas diferentes. Manter o controle de uma turma sem ser um ditador. Isto não é fácil.

E fotógrafo? Esta é uma das profissões que mais sofrem com isto, e um dos motivos foi a popularização da fotografia digital. Mas a câmera digital barata é mesmo o motivo, ou uma ferramenta da desvalorização?

Quando alguém fala "Para que pagar alguém se eu mesmo faço.", está desvalorizando o trabalho deste alguém, quase sempre se superestimando e subestimando a tarefa que resolve fazer por conta própria. É bem possível que não saiba, e às vezes nem tenha noção, do trabalho que vai tentar fazer, dos erros que vai cometer etc. Você pode não ter a experiência de quem já fez este trabalho entes, de quem faz isto como rotina, de quem estudou para isto.

Falar "Eu compro uma câmera e eu mesmo faço as fotos.", ou até "Que câmera eu compro para poder fotografar casamentos, batizados, aniversários etc?" é passar um atestado de que não sabe o que é fotografia. (Também recomento ler A câmera é a ponta do Iceberg.)

Muita gente acha que fotógrafo é alguém com uma máquina cara, para chamar a atenção, e que só aperta um botão. Infelizmente existem "fotógrafos" assim, que colocam uma câmera no automático, apontam de qualquer maneira a câmera, e apertam o botão. Alguns até trabalham com fotografia, mas frequentemente fazem grandes desastres. Na minha opinião, estas pessoas não são fotógrafos de verdade. (Dou parabéns para um amigo que começou assim, mas depois pegou o gosto e encarou o desafio de aprender fotografia seriamente.)

Jornais pequenos, sites, gráficas etc, que não valorizam o fotógrafo e a fotografia, chegam a contratar pessoas assim, quando não são os próprios donos que fazem o trabalho de fotógrafo.

O fotógrafo de verdade, no momento que ele aperta o botão de disparo, muita coisa já passou pela cabeça dele. Tem vezes que foi tudo em uma fração de segundo, pois o treinamento, o estudo, a cultura etc, dele o prepararam para fazer isto rapidamente. Tem vezes que dezenas de detalhes foram pensados em um segundo. Tem casos em que uma ideia pode surgir, amadurecer, ser planejada e ser executada (incluindo algum ajuste na câmera) em 2 segundos (Já aconteceu isto comigo, e deve ter acontecido com muitos outros.). Mas acha isto é fácil? Pode ser fácil para quem está treinado, mas este treinamento foi fácil? Foi muito estudo, muita prática, muita leitura, conhecer bem o equipamento a ponto dele se tornar uma extensão de seu corpo, conhecer trabalhos de outros etc.

Quando contrata um fotógrafo (um de verdade), você não contrata uma câmera com um apertador de botão. Tenha em mente que está contratando alguém com uma experiência, com um estudo, com uma estética, que segue certas linhas de pensamento, capacitado para certos tipos de fotografia. Por isto existem fotógrafos especializados em casamento, em guerra, em eventos sociais, em fotojornalismo policial, em esportes, em vida selvagem, em dança, em shows, em moda, em arquitetura, em paisagens, em produtos, em comida, etc. A bagagem cultural dele influencia em suas aptidões.

Um exemplo de bagagem influenciando o trabalho fotográfico foi quando mostrei a um biólogo uma foto de um conjunto de plantas que vi no galho de uma árvore. Eu estou ajudando este biólogo nos estudos dele de fotografia. Ele tem uma linda coleção de fotos de cogumelos tirada com uma câmera compacta. Ele começou a me explicar o que estava na minha foto, e eu não tinha notado quanta coisa tinha ali. Em um momento notei que tinha um erro de enquadramento, pois eu tinha cortado uma planta no meio. Vi que a minha foto tinha um erro que ele dificilmente cometeria, e que a mensagem que ele poderia passar na foto poderia ser bem melhor do que a que eu passei. Ele pegaria bem melhor aquele pequeno ecossistema, excluindo mais coisas inúteis e incluindo melhor as coisas importantes.

As câmeras compactas desvalorizaram o fotógrafo? As SLRs baratas desvalorizaram o fotógrafo? Não. São as pessoas que não conhecem fotografia, não sabem o que realmente é a fotografia, que desvalorizam o fotógrafo. A câmera compacta é só uma arma que estas pessoas usam para justificar esta desvalorização.

Um exemplo de desvalorização

Um amigo cinegrafista cobrou 1000 Reais, se não me engano, para filmar um casamento, o que acho um preço bem baixo, foi "por camaradagem". A candidata a cliente, pechinchando disse que comprava uma filmadora em uma loja de eletrodomésticos pela metade do preço. O cinegrafista disse: "Compre e filme você mesma.". E não é que a mulher fez isto mesmo (quase, ela pediu que várias outras pessoas filmassem, convidados, parentes etc)?

Alguém já imagina o resultado?

Depois a mulher não sabia o que fazer com o que a câmera gravou, e descobriu que precisava editar. Adivinhe o que ela fez? Procurou o cinegrafista que tentara contratar antes, e ele disse que a edição era 500 Reais. Ela reclamou, mas acabou topando. Ele falou que o preço anterior dele era filmagem e edição.

Ele não fez a edição. Ele devolveu a fita para a pessoa depois da primeira olhada no conteúdo, e informou que não tinha nada aproveitável na fita. Aparentemente as pessoas que operaram a filmadora não sabiam a diferença entre chocalho e filmadora.

Um exemplo distante, mas de valorização de experiência

Eu já consertei TVs e monitores de vídeo, entre outras coisas (Sim, sei eletrônica também.). Quando o meu monitor LG enguiçou, quando deu uma distorção na imagem, eu abri para tentar consertar. Vi que era bem complexo, e eu não tinha o esquema dele. Fechei e deixei para depois.

Tinha um técnico de eletrônica que muita gente falava que era bom, e dias depois fui falar com ele. Quando falei do modelo e da marca do monitor, e com um gesto com as mãos indiquei a distorção, ele disse que já sabia qual era o defeito. Falou de um circuito integrado, que seria 80 Reais. Eu falei que o CI devia estar bom, pois com um tapa voltava ao normal. Parecia ser solda fria ou outra forma de mau contato. Ele disse que se não tivesse que trocar o CI seria 60 Reais, e consertava de um dia para o outro.

Dias depois levei o monitor e no dia seguinte fui pegá-lo. Encontrei o técnico jogando paciência no meu monitor, que ainda estava aberto, mas consertado. Ele fechou e eu paguei. Está bom até hoje.

Mas você pagou 60 Reais para ele só refazer algumas soldas? Claro que sim, e paguei muito feliz. Ele consertou muito mais rapidamente do que eu era capaz de fazer, pois ele já tinha experiência neste tipo de conserto. Ele sabia quais soldas refazer. Eu estava no escuro, e perderia um bom tempo para entender os detalhes de funcionamento deste monitor, fora os riscos de causar um estrago maior pelo caminho. Ele ganhou a minha confiança quando, no meu gesto com as mãos descrevendo a distorção, entendeu qual era o defeito.

Mas 60 Reais só para refazer algumas soldas? Sim, mas ele sabia bem quais eram, ele conhecia o monitor, o tipo de defeito etc. Ele mereceu os 60 Reais pela bagagem de experiência dele, e não exatamente pelas soldas que refez, fora que me poupou muito trabalho, tempo, e até aborrecimentos. Aliás, este preço era só a mão de obra dele, e ele não cobrou pelas soldas.

O que me motivou a escrever este artigo?

Tive uma experiência chata recentemente. Meses atrás fotografei um evento de um pessoal, mas originalmente ia só fotografar uma amiga minha que estava lá. Uma outra garota pediu para tirar fotos também. Como eu estava lá, já ia fotografar mesmo, cobrei um valor bem baixo, e me lembro dela ter concordado. Acabei fotografando todo o evento, mas não a festa depois. Ela não me procurou depois para pegar as fotos.

Recentemente ela me encontra na rua e pergunta se eu ainda tinha as fotos, e eu disse que sim. Ela falou que tinha perdido o meu cartão, e dei um outro para ela. No dia seguinte ela me liga e depois fui ao trabalho dela com o notebook para mostrar as fotos.

Ela escolhe um grupo reduzido de fotos, e pergunta de novo o preço. Eu digo o mesmo preço que eu tinha dito 6 meses antes, e ela agora acha caro. Ela tenta pechinchar, mas querendo reduzir para a metade. Ela fala "Mas são poucas fotos.". Ela queria reduzir o que seria 5 Reais por foto para 2.50 Reais por foto. Eu falei, educadamente, "Eu pechincho no supermercado? Não. Eu pechincho na lanchonete? Não.". Ela insistiu, e resolvi não ceder.

Não importava a quantidade de fotos que ela escolhesse, desde que não envolvesse fotos de outras pessoas, eu ia fazer o mesmo preço.

Esta garota não sabe o que é fotografia. Acha que são só simples imagens. E agora ela está sem as imagens daquele momento da vida dela.

Eu pensei em ceder, mas achei um absurdo ela pechinchar, e especialmente pela metade do peço. Dela desvalorizar o meu trabalho.

Tem horas que eu gostaria de ser o Di Vasca. Talvez eu seja daqui a alguns meses, se ela me procurar de novo. Acho que devo falar: "O armazenamento estava ficando caro, e entre manter imagens que só me davam custo de armazenamento e aborrecimento, me obrigando a comprar um HD maior, ou apagá-las, eu resolvi apagar e assim adiar a compra de um HD novo." (Mesmo que não seja verdade.).

Obviamente fiz o máximo no texto para não identificar esta pessoa, mas mantendo o contexto mínimo para entender a situação. Sei que ela deve ficar furiosa se ler este artigo, mas eu me senti ofendido, desvalorizado e furioso quando ela resolveu pechinchar. Mas espero que ela tenha a inteligência de entender o meu ponto de vista e o "papelão" que ela fez. Tem hora que eu deveria dar uma de Di Vasca.

Se a pessoa não tem o dinheiro, não menospreze, não fique pechinchando. Fale, pois pode conseguir um acordo.

O que motivou a publicação deste artigo

Eu tinha escrito este artigo algumas semanas atrás como desabafo, e não publicado. Achei que ficou pesado demais, polêmico demais etc. Mas eu soube de um outro fato bem pior que o citado acima.

Um fotógrafo amigo meu me contou ontem uma coisa que aconteceu a algum tempo atrás, e que me deixou estarrecido. Claro que não vou citar nomes.

Um grande fotógrafo, especializado em um tipo de evento, teve um imprevisto e não chegaria à tempo para pegar o primeiro dia de um evento importante. Ele liga para um conhecido que sabia que estava por perto do avento, pois já tinha falado isto pela Internet, e pede ajuda. Esta ligação foi menos de 2 horas antes de começar o evento. Pede para ele cobrir o primeiro dia de evento. Este conhecido, mesmo gostando de fotografar este tipo de evento, tem uma visão e experiência muito diferente, o que é normal. Este conhecido parou o que estava pensando em fazer, e correu para o evento. Por sorte estava parcialmente equipado e perto. Ele fez as fotos, mas claro que de forma diferente.

Ele acompanhou os vários dias do evento, se colocando à disposição de fotografar, ajudar etc. E até fotografou mais. Agiu eticamente, não competindo por clientes. Mas neste tempo, o fotógrafo oficial do evento só colocou defeito nas fotos feitas pelo conhecido dele. Claro que os dois vão ter estéticas diferentes, modos de fazer diferentes etc.

Ele só conseguiu conversar sobre pagamento depois do final do último dia do evento, e adivinhe... o grande fotógrafo, além de falar mal das fotos, falando que poucas prestavam, não levou em conta a ajuda que recebeu, que este conhecido salvou a pele dele, pois o primeiro dia teria ficado sem fotos, boas ou ruins. O grande e ingrato fotógrafo ofereceu METADE do dinheiro que a garota do caso anterior tinha me oferecido. Fiquei horrorizado quando soube que não é só cliente que  menospreza o trabalho dos outros, mas inclusive colegas fotógrafos, inclusive um fotógrafo renomado.

Sabe como terminou a história? O fotógrafo que foi enganado informou aos organizadores do evento que o grande fotógrafo não tinha nenhum direito sobe as fotos, e nem poderia distribuir, e que ele estava usado o direito legal dele de impedir a publicação das fotos. Deu uma grande confusão. E eu acho que ele foi bonzinho. Ele poderia ter deixado publicar e processar, pedindo alguns milhares de Reais.

Finalizando

Eu adoro a fotografia, a arte fotográfica, a técnica fotográfica, ensinar fotografia, aprender fotografia etc. Mas fazer negócio com a fotografia, viver da fotografia, é muito complicado e frustrante.

Alguns fotógrafos até vivem, e aparentemente bem, exercendo a sua arte. Outros fazendo sempre os mesmos clichês repetitivos, e às vezes executando-os bem. E alguns fazendo lixo e coisas medíocres. Alguns realmente são bons e são reconhecidos. Este é mais um ramo que a "seleção pelo mercado", como pregam os capitalistas liberais como verdade absoluta, não funciona bem. E o que prevalece é a desvalorização e a incompreensão do trabalho do fotógrafo.

Entendo por que a Vivian Maier, uma das maiores fotógrafas da história, nunca mostrou as suas fotos, trabalhando boa parte de sua vida como babá. O seu trabalho foi descoberto quando ela não teve dinheiro para pagar o depósito onde armazenava seu material.

3 comentários:

  1. Concordo em genero número e grau, ficou mega chateado quando passo o valor da sessão e o cliente diz "Nossa é caro né?" JFoffredo, começei na fotografia faz um tempo, cobro absurdamente barato (quase de graça porque estou começando) e ainda tenho que ouvir uma frase dessas, eu muitas vezes até acho que estou menospresando meu próprio trabalho, por cobrar muito abaixo do normal,mas ainda sim cobro, incluindo meus gastos (passagens, ou gazolina até a locação das fotos, depreciação do equipamento etc) no fim das contas fico com quase nada, e ainda ouço que é caro... desanimador.

    Certa vez, uma dessas clientes, reclamou do preço e disse que pelas promoções do grupon ela pagaria a mesma quantidade de fotos por 35 reais, e que o fotografo era conceituado, graduado e bla bla bla, nem discuti, apenas avisei que essas promoções são para fotos estantaneas, o fotografo tira as fotos, e entrega na hora, sem ter tratamento, e quase não se usa técnica, é um apertar de botão, a sessão é corrida, e 99% das vezes as fotos não ficam boas (pois não tem produção, técnica nada disso) ainda sim ela questionou, então, indiquei outros profissionais já que ela achou caro, e para minha surpresa ela voltou para mim e acabou marcando a sessão.

    A maioria das pessoas realmente acha que o fotografo é o cara (ou mulher) que anda com uma camera pesada no pescoço, sai apertando botão que nem louco, não tem estudo. Pior são outros "fotografos" da area que acham isso, é triste.

    Conheço um "fotografo" que é conhecido meu, que começou ontem e até ficamos de eu ir na casa dele para que possamos juntos aprender, trocar figurinhas e etc, e mandando vários artigos legais para leitura ele me fala "Fotografo não precisa estudar, e eu não tenho paciencia para ler" Ok, será um grande profissional só que ao contrário.

    E por causa dessa racinha que nós que levamos a sério nos ferramos, a pessoa quer crescer sem estudar, sem se dedicar, sinceramente, tenho uma grande aversão a gente preguiçosa.

    Muitos acham que porque tem uma Mark II na bolsa são os melhores fotografos do mundo, e menospresam aqueles que fotografam com uma rebel (e fotografam muito bem) Mal entendem de abertura, de composição e já se acham os donos da verdade absoluta, e vai você fazer uma pergunta dificil, ou usar termos em inglês como E-Session ou Bokeh, para ver a cara de paisagem dessas pessoas (conheço váaaaaaaarios que são assim)
    TRISTE REALIDADE

    Em fim, sou tão indignado quanto você. Abç.

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  2. Para voce, que me conhece lá da comunidade do orkut e para ver que eu realmente leio, me importo. É que estou comentando aqui. Te dou toda razão. Do começo ao fim. Eu já ouvi muito a respeito disso. Eu tenho uma boa camera sim. As pessoas olham e até se assustam. Algumas me dizem, puxa, voce poderia ganhar uma grana com isso né? Porque tu não fotografa casamentos. Até um parente meu pediu para eu fazer isso, já que tenho uma camera tão boa. NÃO...... Isso é para profissional. Não é a camera que faz o profissional. Seja ela qual for. Eu não vou me meter em algo que pouco sei, até posso saber um pouco mais do que a maioria das pessoas, mas não para sair fotografando e me dizendo fotografo. Sou um apaixonado por fotografia, mas por hobby. Se algum dia for, será com muito estudo, muito investimento. Esse é o motivo pelo qual valorizo esses profissionais, porque sei como é dificil ter a bagagem necessaria para depois apertar aquele botão profissionalmente. Abraço.

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  3. João boa noite, isso que vc comentou realmente está acontecendo, hoje em dia com a tecnologia,vc pode ser tudo,não dão importancia no seu estudo na sua pratica, profissionalismo ou algo assim..infelismente é uma era que estamos vivendo, tem horas que penso que podia não ter tecnologia em certas aereas profissionais e outras sim, um caso semelhante da fotografia é a profissão de DJ, nos anos 80 até 90 vc tinha que ir pra SP escutar os lançamentos comprar o disco importado,levar o Case cheio de disco para um lado e para outro, pra tocar em danceterias, era tudo no vinil, com essa tecnologia todo mundo é DJ pq a tecnologia faz tudo, vc não precisa saber nada, e nem pagar nada pra ter musicas, agora pega essas pessoas qeu acham que sabem fazer tudo, da uma camera de filme ,eles se perdem só de comprar o filme, o cara deve perguntar qual filme vc quer ASA 64,ASA200 etc..e ele não vai responder,quero ver eles acharem a composição perfeita da foto sem recursos para Editar, é como dar um toca discos para esse pessoal que fala que é DJ,acho que eles nem sabem trocar agulha, nem sabe o que é vinil...a tecnologia esta ai..bom para alguns e ruin para outros infelismente !!!

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