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Sou viciado em computação, Internet e Fotografia. Morei por quase 6 anos, e ainda frequento, Paraty. Sou usuário de softwares Open Source, tendo dado algumas contribuições em diversas ocasiões.

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Paraty em Foco - Dia 24

Diferentemente dos outros dias que começou bonito e choveu de noite, hoje começou feio, foi melhorando e... começou a chover depois, e parou de noite. Era mais como um tipo de garoa. Mas deu para aproveitar o dia.

Hoje só pude curtir o Paraty em Foco depois das 15:00, depois que trabalhei e almocei.

Este artigo é a continuação, de certa forma, dos artigos Paraty em Foco - Dia 23 e Paraty em Foco - Dias 21 e 22.

Central de Impressão

Hoje resolvi imprimir algumas fotos.  Escolhi algumas, mas estava com dúvida, então fui com o notebook. A central de impressão estava cheia, e depois da queixa de uma pessoa, e com razão, passaram a pedir que as pessoas já chegassem com as fotos escolhidas, e não com 200 fotos e escolhessem no local.

A central de impressão é do Clicio, e eu o conheci. Não deu para conversarmos muito, mas falamos rapidamente de um problema que os fotógrafos tem: Escolher quais fotos dentre muitas para fazer alguma coisa, como imprimir, por exemplo. Ele parece que sente isto também.

O local estava uma loucura de trabalho, e os papeis já estavam acabando. Acho que subestimaram em muito o movimento que iria dar.

Salão Nikon, parte 1

Dei um pulo no Salão Nikon e depois fui para casa. Largar peso e descansar um pouquinho.

Cartaz grande na frente o Salão Nikon. Muito bonito, mas a foto é muito antiga, do tempo no qual Paraty tinha postes no Centro Histórico.

No final da tarde passei na central de impressão, mas estava lotada e saí. Quando passei tarde da noite estava fechada.

Exposições

Passei a noite vendo as exposições. Foi legal, e vi muita coisa legal, mas não vi todas.

Born Nowhere

O projeto da Lais Pontes foi um dos mais legais que vi. Tinha uma ponta de Cindy Sherman. Eram todos auto-retratos, mas sem cenário, seguindo a ideia de retrato parecido com documento, só um fundo, uma roupa e uma expressão. Mas em cada retrato tinha um cabelo/peruca, uma roupa, uma expressão - em suma, uma personagem - diferente. Era incrível como usando uma forma "padrão" de retrato ela foi capaz de criar personagens tão diferentes. E o projeto não parava por aí.

Ela ainda colocava as fotos no Facebook e pedia para as pessoas comentarem, interpretarem, imaginarem quem era, como era etc. Alguns dos comentários de cada foto foram copiados e colocados abaixo de cada foto.

Os retratos e os comentários no Facebook. (Sim, a medição na foto está errada, e tenho o RAW para.corrigir isto, mas estou sem tempo para isto.)

Uma coisa que falam de retrato, que o retrato ideal deve definir a pessoa, descrever a pessoa em uma só imagem, mas ela fez uma experiência de como as pessoas interpretam os retratos de pessoas não existentes que ela criava, usando ela mesma como matéria prima. Adorei.

Capelinha

A Capela Nossa Senhora das Dores estava com uma exposição, que não anotei o nome. Eu nunca tinha entrado naquele lugar da capela. É um segundo andar com uma escada em espiral bem íngreme.

Pareciam uma coletânea de fotos de família, muitas legais, mas o espaço parecia um pouco com uma casa, com rede, cama, cadeira de balanço.

Exposição na Capela Nossa Senhora das Dores.

Só fui entender esta exposição depois, pois ela só faz sentido como um todo, e não exatamente cada foto independente. Cada foto diz algo, mas o conjunto e o ambiente é a mais do que a soma de cada uma.

Descer a escada, para quem tem medo de altura como eu, era um pouco assustador.

Será que consegui passar a sensação que senti lá?

Mercadinho do Cais.

No Mercadinho do Cais tinha uma outra instalação, tal como teve o ano passado. Parece que o Paraty em Foco achou um lugar legal para colocar instalações.

Eram seis painéis que pareciam paredes, e coisas de casas. Dois deles tinham um relógio, e um tinha um bando de relógios de tipos diferentes. Existia uma referência felina que me chamou a atenção, sendo que em um dos casos era a imagem do Garfield.

Visto por um lado.

Visto por outro lado.

Dentro.

A obra era de Fernando Schimitt. Ele contava na descrição a sensação que sentiu ao entrar em uma casa que estava fechada a anos, depois da morte de seu morador. Os objetos que tinham valor, um significado, para o seu morador, e não tem mais valor, ou mudam de valor para os novos donos. Os significados e valores que são perdidos quando seu dono não está mais presente.

Esta era uma coisa para só ser vista de noite, em minha opinião, pois de dia não tinha a mesma graça, por causa da luz.

Pensando no texto que explicava a instalação me faz pensar em muitas outras coisas, na morte dos meus avós e o desmonte da casa deles feito pela família, por exemplo. Também me faz pensar em Sandman, de Neil Gaiman (Que conheci pessoalmente na FLIP 2008, se não me engano.), que falava que um deus morre quando o seu último fiel deixa de acreditar nele.

Tempo

Tinham muitas outras exposições, mas uma parecia que tinha o tema tempo. Eram vários artistas, pelo que eu entendi, e não fazia parte oficial do Paraty em Foco (não está no livrinho). Algumas tecnicamente não eram difíceis, mas eram bem sadacas, como o trem em movimento, com o borrão do movimento, chegando, passando, e indo embora, visto do mesmo ponto em uma sequencia, apresentada em uma montagem. Pena que não anotei o artista.

Nesta exposição tinha uma com uma mão com uma garrafa PET derramando areia de dentro, em um montinho de areia, que me lembrava uma ampulheta.

Várias fotos nas paredes, representando o tempo. Aqui aparece em destaque uma bola com o movimento congelado sobre a rede de pingue-pongue.

Um livro de fotografias que achei em formato diferente.

Esta exposição estava em uma rua atrás da Igreja do Rosário.

Demolições

Tinha a exposição do Taêwaki Niô, com fotos de prédios que estavam sendo demolidos, construções, contrastes etc, da cidade de São Paulo. Tinham alguns contrastes muito interessantes.

Projeções na rua

Como mostrado antes, tinham as projeções nas árvores. Mas além delas, tinham nas paredes. Eram cerca de 10 projetores apresentando imagens em várias paredes do Centro Histórico de Paraty. Eram vídeos, fotografias, cenas como fotografia mas com vegetação se movendo com o vento etc. Muito legal.

Também era legal como protegeram os projetores. Colocaram eles em caixas de plástico, daquelas que se guardam coisas, invertidas e com janelas de ventilação e projeção cortadas no plástico.

Achei genial esta solução para proteger os projetores. Barato, leve etc.

Salão Nikon, parte 2

Depois do jantar dei outro pulo no Salão Nikon para tentar brincar com a D700, que estava sendo demonstrada nos workshops, mas não consegui. Encontrei uma festinha. Conversei com uma fotógrafa linda que estava com o pai, a mãe e o irmão. Se ela ver este texto aqui, e me autorizar, eu publico a foto.

Encontrei de novo o Xykon, aquele amigo que falei antes, que estava visitando Paraty de novo.

Na festa tinha um cachorro de rua folgado, que adora ficar perto das pessoas, e adora carinho. O Centro Histórico de Paraty tem vários deles.

Cachorros de rua de Paraty. Gostam de entrar em eventos, e curtir a presença e o carinho das pessoas.

Passeio na rua, fotografando etc

Andei na rua, conversando com este amigo que falei antes, e paramos para assistir um pintor de quadros que usa spray. Eu já tinha visto ele trabalhando, pois ele sempre está naquele ponto. Ele pinta muito rápido, mas faz quadros muito bonitos. Ele pinta paisagens imaginárias, e por vezes surreais. Tem vezes com planetas e várias luas. Ele pinta um quadro muito bonito em cerca de 10 minutos, na frente de todos, como parte de um show, e depois vende. Acredito que ele já tenha produzido milhares de quadros na vida dele.

No meio o processo de pintura. Ainda não se sabe bem o que vai sair disto. 22:39

Pintura terminada. 22:46

Tinha gente fotografando. Também conversei com esta fotógrafa.

Conversei com várias pessoas na rua, "trocando figurinhas", ensinando, aprendendo etc. Esta é uma das coisas mais legais em eventos assim. O Xykon também gosta de conversar, mas ele tem um modo diferente de fazer isto. Ele aborda as pessoas de forma bem diferente do que eu faço (Isto não é defeito, pois cada pessoa é uma pessoa, e cada pessoa age de uma forma.). Foi legal que ele pode usufruir de contatos que eu fiz, e eu pude usufruir de contatos que ele fez. Por exemplo, eu pude fazer uma sessão de fotos improvisada com duas garotas bonitas (Só colocarei as fotos se elas autorizarem.) enquanto desenhavam as caricaturas delas, praticando mais fotografia de pessoas, conversar com a professora de moda e o professor de fotografia delas, e ainda conversar com um artesão que fazia câmeras miniaturas para decoração. Foi muito legal.

Encontramos depois um grupo de fotógrafos que tentavam fotografar a maré alta da madrugada, e eu brinquei falando que sou o guia oficial. Trocamos algumas figurinhas, truques etc, e pude usar o tripé deles. Foi um passeio legal. A maré alta que não foi muito legal, pois foi só "altinha", não inundando muito, e com o vento a água estava com muitas ondas, não formando um bom espelho. Eu também estava muito cansado. Depois eles fizeram algumas fotos divertidas na instalação do Mercadinho do Cais.

Aqui dá para ver a água agitada, sem formar um espelho, e a instalação do Mercadinho do Cais..

Não está de cabeça para baixo.

A brincadeira com a instalação no Mercadinho do Cais.

Aqui a água já estava mais parada.

Fui para casa de madrugada, já cansado, exausto. Ainda trabalhei um pouco, copiando fotos etc.

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