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Sou viciado em computação, Internet e Fotografia. Morei por quase 6 anos, e ainda frequento, Paraty. Sou usuário de softwares Open Source, tendo dado algumas contribuições em diversas ocasiões.

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Só pode fotografar as 3 primeiras músicas... Meu protesto.

Recentemente, e pela primeira vez na minha vida, não me deixaram fotografar um show inteiro. Já tinha ouvido falar que isto é comum, mas ainda não tinha acontecido comigo.

Me falaram que permitir a imprensa documentar só as 3 primeiras músicas é de praxe, quase norma internacional, mas vários membros da imprensa da cidade ficaram indignados. Aparentemente o Bourbon Festival Paraty 2011 foi o primeiro evento, ou um dos primeiros, a impor esta limitação em Paraty. Já ouvi falar de limitações assim com a FLIP, mas não tenho nenhuma confirmação.

Bourbon Festival 2010. Glen David Andrews, depois de já ter feito o seu show, faz uma participação especial no show da Big Time Orchestra.

Então aqui vai o meu protesto. Não um protesto vazio, mas com conteúdo, motivos e explicações.

Num show podem acontecer muitas coisas, inclusive tem shows que sofrem transformações. Quem assistiu, como eu assisti pela TV, o show "The Wall - Live in Berlin", com Roger Waters, sabe como shows podem ter transformações incríveis. Alguns chegam a mudar  de cenário durante o show, e as 3 primeiras músicas podem muito bem não serem amostras representativas de um show.

Alguns, ou até mesmo todos, os fotógrafos e cinegrafistas presentes podem não conhecer os artistas e/ou o show, e não ter ideia do que acontecerá nele, portanto não vão documentar de forma coerente e representativa o show, especialmente o seu início. Alguns shows requerem um tempo para ver o que vai acontecer, quem faz o que, quais são os papeis etc.

Tem casos que o artista passeia pela plateia no meio do show. Tem vezes que outros artistas participam no meio do show, e por vezes de forma não planejada. Simplesmente estava por perto e resolveu dar uma palhinha. Tem casos nos quais o artista troca de roupa durante o show. Muitas coisas importantes podem acontecer que não serão documentadas, que o público em potencial, que pode conhecer o show pela imprensa, fica sem saber.

Um lado pessoal é que algumas pessoas, como eu, gostam de fotografar, curtem fotografar, curtem um show fotografando ele. E quando vai esquentando, entrando no ritmo do show, entendendo o show... "Está na hora, tem que sair, já foram as 3 músicas...". Depois, no show seguinte, quando o fotógrafo está esquentando, conhecendo o show, entrando no ritmo dele... é a mesma coisa, te que sair.

Já ouvi falar uma coisa que considero bobagem, que é para não pegar o artista descabelado, cansado, suado etc. É bobagem, pois são humanos e não pretensões a deuses, por que já vi artistas suados na segunda música, e o suor pode fazer parte do show, mostrando a empolgação e a vontade de agradar a plateia.

Sim, estou expondo basicamente um lado, o lado que os produtores de shows e artistas talvez não tenham pensado. Não estou restringindo o direito de resposta e debate, e quero respostas do outro lado, nos comentários. Finalmente, por favor, quem ler este artigo e ver que tem comentários, dê uma olhada neles.

2 comentários:

  1. Faço minhas as suas palavras e faço coro com seu protesto, em determinado dia fui cobrir show no Bourbon Street aqui em São Paulo e recebi a norma de que só poderia fotografar as 3 primeiras musicas, protestei mas a loirinha assessora de imprensa da casa é incansável e implacável com relação à esta norma descabida, enfim o que fazer ante a esta censura à liberdade de expressão.

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  2. O nome dela é Paula, e ela me parece legal. Ela deva ter recebido esta ordem de alguém, de algum artista etc. Cheguei a falar com ela uma parte do que falei acima.

    Para quem gosta de fotografar a história do show, esta limitação destrói as chances de um bom trabalho. Para quem gosta de fazer umas poucas fotos e depois dizer que cobriu o show, esta norma é perfeita. Pode até usar como argumento para o chefe para explicar por que não tem foto de alguma coisa importante que aconteceu no show, não precisando assumir a preguiça de fazer um bom trabalho.

    O meu protesto não é contra a Paula (Não tenho nada contra você, Paula, que sempre foi simpática comigo, e acredito que esta restrição não tenha vindo de você.), é contra a norma, que nunca foi bem explicada, os motivos etc. Quem impôs a norma talvez nunca tenha escutado o outro lado, e a este lado que eu estou dando voz, pelo menos a minha voz e a forma que eu vejo. Quero que quem impôs esta norma se explique, diga por que fez isto, para que seja feito um debate, para que não fique a situação chata que está atualmente.

    A não existência desta restrição, mais o espaço, mais o formato do show etc, fizeram que os shows diante da Igreja de Santa Rita fosse MUITO mais legais. Ter a plateia sentada na grama, em um cenário aberto, foi muito legal.

    Em breve publicarei uma parte das minhas fotos do festival.

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