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Sou viciado em computação, Internet e Fotografia. Morei por quase 6 anos, e ainda frequento, Paraty. Sou usuário de softwares Open Source, tendo dado algumas contribuições em diversas ocasiões.

sábado, 14 de abril de 2012

Cartão Eye-Fi e Tablet

Como um cartão wireless e um Tablet podem ajudar em uma sessão de fotos? Como podem participar?


Tablet atualmente é moda, e não precisa de muitas explicações. Ele varia de tamanho, poder de processamento, qualidade de imagem, recursos etc, mas tem uma característica básica: É feito para ser usado sem um teclado físico, e quando existe um teclado físico, ele é puramente opcional. Isto não é novidade, pois os Palms já faziam isto a quase 15 anos atrás. Foi assim que escrevi boa parte do meu livro no metrô e na praça de alimentação de um shopping, usando um Palm IIIc, e quando no shopping, usando também o teclado.

Os Tablets são a continuação lógica dos PDAs e Smart Phones, e quase todos usam sistemas que nasceram nos Smart Phones.

O cartão Eye-Fi é outra história. Ele é bem menos conhecido. A proposta dele é transformar quase que qualquer câmera em uma câmera Wi-Fi. O seu fabricante até criou um serviço de coleta e armazenamento de fotos. O cartão envia as fotos para um site assim que consegue achar uma rede que possa usar para isto, desde que a câmera também esteja ligada.

Num cartão SD tem os chips de memória, para armazenar as fotos, e a circuitada de rádio, incluindo a antena. O alcance é curto, e em parte para economizar energia, não gerar calor demais, limitações de tamanho, não dar panes nas câmeras etc. Com tudo tem que caber em tão pouco espaço, os cartões acabam tendo pouca memória em relação aos atuais. O de maior capacidade que eu conheço é de 8 GB (é o modelo que eu tenho), e me parece ser um pouco mais largo do que os de 16 GB que uso normalmente.

Eu conheci este cartão a alguns anos atrás em um artigo em um site sobre uma câmera perdida. Um casal perdeu a câmera com as fotos da viagem, inclusive as fotos do filho. Chegaram de viagem tristes, e ligaram o computador. Minutos depois um programa da Eye-Fi instalado no computador começa a baixar as fotos de viagem. Eles ficam felizes. A câmera achou uma rede Wi-Fi para enviar as fotos. Mas não parou nas fotos deles... Depois começaram a vir as fotos dos funcionários de um restaurante que eles foram, onde tinham perdido a câmera. Eles acharam a câmera e ficaram com ela. Pelo que eu soube, estes funcionários foram demitidos.

Mas o que um tem em comum com o outro? Wireless. Quase todos os Smart Phones, e acho que todos os Tablets, tem interface de rede wireless. Então por que o cartão não poderia se conectar a um Tablet para mostrar as fotos em um tamanho maior? Por que não usar o poder de processamento de um Tablet para alguma edição? E como alguns Tablets e alguns Smart Phones tem saída HDMI, por que não mostrar em um monitor/TV grande?


O ensaio fotográfico com a Tatiana, mostrado neste artigo, foi feito todo assim, com as fotos sendo transmitidas para o Tablet para serem conferidas melhor em uma tela de 10 polegadas.

Efeitos colaterais

Sim, tem. Acredito que consuma mais energia, especialmente se sair do alcance e o cartão ficar insistindo em achar o Tablet. Algumas câmeras, como a D90, reconhecem o cartão Eye-Fi e tem a opção desligar o envio por wireless.

O cartão é menor em capacidade e muito mais caro.

Ele é difícil de conseguir, e nunca vi vendendo em nenhuma loja. Comprei pelo Mercado Livre. Tenho quase certeza absoluta que ele não é homologado pela Anatel, o que complica a venda dele em lojas, e talvez a compra e uso por algumas empresas.

Os protocolos de configuração são fechados, e necessita um MS Windows ou um Apple Mac para configurá-lo. Em uma busca pela internet descobri que tem gente trabalhando para quebrar o protocolo, e desenvolver programas de configuração para outras plataformas.

Os protocolos de transmissão também são fechados, mas parece que isto já foi decifrado. Pelo que vi, existem vários programas para Linux para fazer a transferências das fotos.

O envio não é instantâneo. Ele é rápido, levando alguns segundos para enviar uma foto de 5 MB, e mais alguns segundos para estabelecer a conexão. Portanto só pode considerá-lo como cartão infinito, transmitindo e apagando logo em seguida a foto enviada, se não for fotografar muito intensamente.

Pelo que entendi, ele não parece aceitar várias configurações simultâneas. Uma vez configurado para conversar com o Tablet, só conversará com ele.

E obviamente, tem que instalar um software no Tablet/Smart Phone. Mas este se integra com a galeria de fotos, no caso do meu Tablet com Android. Ele tem a sua galeria, e as fotos também são exibidas na galeria do Android, e isto é bom. A configuração foi tranquila. Foi só seguir as instruções.

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