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Sou viciado em computação, Internet e Fotografia. Morei por quase 6 anos, e ainda frequento, Paraty. Sou usuário de softwares Open Source, tendo dado algumas contribuições em diversas ocasiões.

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

O pior cartaz de propaganda que já vi

Tem vezes que a propaganda consegue ser tão ruim que impressiona. São mentiras, produtos absurdos, redação ruim, propaganda de ameaça (Seguros adoram isto, do tipo: "Se você não fizer seguro você morrerá e sua família passará fome, mas se fizer, nada acontecerá contigo.".), propagandas enganosas, erros de edição (Vide os Photoshop Disasters: PsDISASTERS e Photoshop Disasters. Não se preocupem, existem desastres suficientes para muitos sites... rs), modelos que nunca usaram o produto que anunciam etc. Mas recentemente achei um cartaz que realmente me impressionou, apesar de que ser em parte erro de edição.

Qualidade de exibição

Quando se vai apresentar uma imagem em um meio, não importa qual seja (tela de computador, cartão postal, cartaz de anúncio, TV etc), tem que se ter certeza que está em uma qualidade compatível com o meio, com o tamanho de exibição etc.

O padrão de impressão de 300 DPI é para que erros não sejam perceptíveis a olho nu de quem esteja bem perto. Então cartazes para serem olhados de perto necessitam uma resolução bem alta. Cartazes de produtos de cabelo em especial, pois o cabelo tem que estar bem definido. Este tipo de propaganda deve ser caro, pois requer bons fotógrafos com equipamentos muito bons, e portanto, caros.

Para maiores informações veja este artigo.

JPEG não é compactação

O JPEG é uma aproximação matemática da imagem original, e não é a imagem original. Ele causa perdas de qualidade na imagem que são proporcionais à taxa de compressão usada. Na maioria dos programas de edição de imagens que já vi, na hora de salvar um JPEG, é perguntada qual é a qualidade desejada. Algumas câmeras permitem ao usuário escolher o nível de qualidade para o JPEG que vai ser gravado.

Se você quer um arquivo pequeno, então terá uma aproximação ruim, com muitos erros e ruídos, com suavização, com ruídos nas transições mais marcantes como letras etc. Se você quer uma imagem boa, mais próxima da imagem original, então terá um arquivo grande. Por isto que falam que JPEG é um método com perdas.

Para maiores informações veja este artigo.

Voltando ao cartaz

No outro dia vi um cartaz que me chamou a atenção. Além do cartaz ser clichê, o que não era problema, a qualidade da imagem estava muito mais do que sofrível.

A imagem não tinha resolução para ser impressa no tamanho que foi impressa. Ela parecia uma foto com resolução para ser exibida na tela do computador que foi ampliada na impressão para um cartaz de 80 cm de altura. Dava para se ver os pixels da imagem original a olho nu.

Segundo, ela parece ter sido codificada em JPEG para o arquivo ser o menor possível, sem se importar com a qualidade.

Aliando as duas coisas acima, ele se tornava o pior cartaz de produto de beleza que vi até hoje.

Abaixo estão as fotos na resolução de meio Mega pixel, na qual normalmente coloco as imagens no meu blog, com os links para as originais, em 10 Mega pixels.

Alta resolução aqui.

Alta resolução aqui.

Alta resolução aqui.

Mesmo em baixa resolução já é possível ver a baixa qualidade do cartaz.

Resolvi não colocar as imagens que facilitariam a identificação do fabricante, e gostaria que a estes cartazes fossem recolhidos e substituí-los por cartazes feitos com a qualidade necessária. É a melhor coisa a ser feita.

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