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Sou viciado em computação, Internet e Fotografia. Morei por quase 6 anos, e ainda frequento, Paraty. Sou usuário de softwares Open Source, tendo dado algumas contribuições em diversas ocasiões.

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Tipos de clientes - dois extremos

Existem muitos tipos de clientes, mas meses atrás vi dois exemplos extremos. Aliás, ainda tiveram uns outros casos intermediários que mencionarei.

Fotografei dois eventos, sendo um relativamente tranquilo com cerca de duas horas de duração na sombra, e outro de uma tarde e um dia inteiro, ao sol, com muita poeira, arriscado, muito exaustivo. Fotografei estes dois eventos por conta própria, para treinar, e para oferecer as fotos a quem interessasse.

Distribuí cartões em ambos eventos.

O bom exemplo

Vendi fotos para uma pessoa do evento mais tranquilo. Cerca de uma ou duas semanas depois de ter fotografado, um homem jovem me ligou dizendo que queria ver, e comprar as fotos da família dele. Marquei para ir ao escritório dele no final da manhã do dia seguinte. Cheguei minutos antes, e esperei por alguns minutos, pois ele estava ocupado ao telefone.

Em cerca de meia hora ele escolheu as fotos, separei-as, e na hora de gravar falei de novo o preço, pois já tinha falado antes pelo telefone. Ele me pagou e eu gravei e entreguei o CD. Ele perguntou se era possível gravar no Pen Drive, e gravei na hora. Na realidade eu me sentia mais seguro assim, com ele tendo em mais de uma mídia, tendo mais de uma cópia.

Ele também mencionou em ver o CD, e eu logo falei para testar o CD no computador dele. Ele parecia meio encabulado em falar sobre testar o CD, mas eu queria que ele testasse, para saber se estava legal. Acho que ele sentiu confiança e segurança nesta hora.

Fiquei feliz com a negociação. Eu cobrei algo que me pareceu justo, e acho que ele achou que foi justo.

Também tive cliente que pechinchou, mas com contrapartida. Este foi um caso de preço por foto, e o cliente disse que ficaria com mais fotos se houvesse um desconto, de modo que eu ganharia mais do que se vendesse o mínimo de fotos que ele queria, e ele pagaria menos para ter todas as fotos que ela queria. O famoso "meio termo". Achei justo neste caso, e topei.

O mau exemplo

Fotografei um evento esportivo de um dia e uma tarde, muito cansativo, muito empoeirado, no sol, com equipamento mais pesado (tinha que usar teleobjetiva) etc. No primeiro dia era só de tarde, e no segundo dia era o dia inteiro.

Na noite do primeiro dia fiz alguns CDs de alguns participantes, para oferecer no dia seguinte. Cobrei R$ 50 Reais por cada CD de fotos. Sei que era um negócio de risco, mas resolvi correr este risco, pois o custo extra era baixo, e poderia fazer algumas vendas. A quantidade de fotos por CD variava de 10 a 25 fotos aproximadamente, segundo as fotos boas que consegui fazer dos participantes.

Dos 10 que fiz, dois compraram, mas mesmo assim um pechinchou muito e acabei dando um desconto pequeno. Ele começou oferecendo menos da metade do que eu tinha pedido, mas depois aumentou a proposta. Acho que ele estava realmente com pouco dinheiro, e pediu emprestado a alguém. Acabei dando um desconto pequeno, de R$ 3.00. Em parte acho que ele catou o que tinha, e ele mostrou algum esforço fara conseguir chegar perto do preço pedido por mim.

Mas o ruim mesmo foi um outro cliente. Ele tinha participado do mesmo evento com outra pessoa, e eu tinha estipulado o preço de R$ 50.00 por pessoa por dia de evento, ou seja, uma dupla, para dois dias de fotos, ficaria em R$ 200.00. Ele ainda pediu, quando mostrei as fotos do evento no meu tablet, que eu separasse as fotos. Deu um bom trabalho, pois eram 1700 fotos do evento, no total. Foram 96 fotos dos dois, o que daria pouco mais de R$ 2.00 por foto. O que ele fez? Ele ainda veio pechinchar, dizendo que valoriza o trabalho, mas só pagaria R$ 100.00.

Algo parecido aconteceu com uma formanda. Uma vez fui fotografar a formatura de uma amiga, e uma colega de turma dela pediu para fotografar também. Ela concordou na hora com o preço que falei, mas depois de meses, quando me procurou para pegar as fotos, só queria pagar a metade.

Conclusão

Tem muita gente que não valoriza o trabalho de um fotógrafo, e acho que estes merecem ficar sem fotos, sem lembranças. Mas fico feliz que tenham os que valorizam, mesmo parecendo serem poucas.

Adivinhe que está feliz da vida com as suas fotos? E os que estão sem as fotos? Acho que a resposta é bem fácil.

Aqui vai uma lição, não aceite gente que pechinche só pedindo desconto, pagar menos, pagar a metade etc. Estas, mesmo dizendo que valorizam o trabalho, não dão a mínima pare ele, só querem mesmo te sugar.

2 comentários:

  1. Fala João!

    (pode apagar este comentário depois que ler, por favor)

    Estava olhando o archive.org, revi alguns trabalhos meus, e encontrei por acaso tb um "trabalho" seu.

    Toma pra vc viajar no tempo tb!

    http://web.archive.org/web/20000930132647/http://listas.actech.com.br/meupovo/0002.html

    [ ]s
    Dario Mor

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    1. Faz MUITOS anos que não lia este texto. Muito obrigado. É bom saber que ele está preservado em algum lugar.

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