Quem sou eu e o que este blog.

Minha foto

Sou viciado em computação, Internet e Fotografia. Morei por quase 6 anos, e ainda frequento, Paraty. Sou usuário de softwares Open Source, tendo dado algumas contribuições em diversas ocasiões.

segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

Lentes DX e FX em uma câmera FX

A 4 anos atrás publiquei um texto explicando diferenças entre lentes DX e FX, "Lente da D90 serve na D600? - Lente DX em câmera FX", que aconselho a leitura, e sobre as possibilidades de usar lentes DX em câmeras FX. A foto exemplo de uma FX com lente DX mostrada no texto era com uma câmera de filme.

Agora pude fazer o teste de uma câmera FX com duas lentes fixas FX e uma lente zoom DX, fazendo a câmera operar em modo DX e FX.

O modo DX em uma câmera FX é simplesmente só capturar a imagem projetada pela lente em um retângulo no centro do sensor no tamanho do sensor DX, ignorando o resto do sensor. Assim, uma câmera FX de 16 Mp, em modo DX, só captura aproximadamente 7 Mp, por exemplo, que é a quantidade de pixels que existem neste retângulo central de tamanho DX.

Dica para facilitar a leitura deste artigo: Abra este texto em duas janelas de navegador, de modo que possa trocar entre elas com um simples Alt-Tab. Em vários momentos vou falar para comparar duas fotos em pontos diferentes deste texto. Esta comparação ajuda a compreensão do assunto.

50 mm F1.8 G FX

Abaixo duas fotos feiras com uma lente 50 mm F1.8 G FX, em uma câmera Nikon DF, primeiro em modo FX e depois em DX.



O original da primeira tem 4928x3280 (16.2 Mp) e o da segunda tem 3200x2128 (6.8 Mp). Dá para perceber que é um recorte do retângulo central.

Esta lente, colocada em uma câmera de sensor DX, dá o resultado mostrado na segunda foto.

O fator de corte (crop) do sensor DX é de 1.5 em relação ao sensor FX. Isto implica que, uma lente FX de 75 mm em uma câmera FX (operando em modo FX) vai dar o mesmo enquadramento que a de 50 mm dá em um sensor DX (ou um FX operando em modo DX).

28 mm F2.8 D FX

Agora testando com uma lente 28 mm F2.8 D FX. Mesma ordem, modo FX e modo DX.



A segunda foto com esta lente, com o fator de corte de 1.5, equivale a uma lente de 42 mm num sensor FX. Compare com a primeira foto da lente 50 mm, a em modo FX, e notará que o enquadramento é um pouco maior, pegou um pouco mais de ângulo. Isto ilustra a "equivalência" da lentes.

Em modo FX a foto contém bem mais da cena toda.

18-105 mm F3.5-5.6 VR DX

Agora vamos para a lente 18-105 mm F3.5-5.6 VR DX. O teste com ela foi feito com 3 distâncias focais: 18 mm, 26 mm e 50 mm. Para cada distância focal foram feitas 3 fotos, as duas primeiras em modo FX, uma com e uma sem o pára-sol, e a terceira em modo DX.

18-105 mm F3.5-5.6 VR DX em 18 mm

Então primeiro as 3 fotos em 18 mm, na ordem descrita acima.




Note que o pára-sol interferiu no campo de visão da lente. É o papel dele interferir, mas fora do campo de visão. Ele é para impedir que luzes que não fazem parte da cena enquadrada atinjam a lente, diminuindo a nitidez e criando flares e outras formas de interferência.

O formato desta interferência depende do formato do pára-sol. Este, no caso, é em forma de pétala. Por isto este formato parcialmente retangular.

A segunda foto, a sem pára-sol, mostra bem que a imagem gerada por esta lente não cobre totalmente o sensor FX.

A terceira foto é com a câmera em modo DX, fazendo o corte. Note que a imagem desta foto cabe no centro das duas anteriores. Na realidade, é um corte do centro das duas anteriores.

Outra coisa que pode ser vista é que esta terceira foto tem um enquadramento bem parecido (só um pouco maior) com a primeira foto, a com a câmera em modo FX, da lente 28 mm. Isto por que, 18 mm vezes 1.5, que é o fator de corte, é igual a 27 mm. Ou seja, uma lente de 18 mm em um corte DX, ela equivale (note, ela só equivale, ela não é) a uma lente 27 mm em FX.

18-105 mm F3.5-5.6 VR DX em 26 mm

O segundo grupo de fotos, agora com a distância focal de 26 mm, está abaixo.

Tentei fazer ficar o mais próximo possível dos 28 mm, para imitar a distância focal da outra lente que participou do teste, mas não consegui igualar.




Como a lente estava pegando um ângulo menor, a interferência do pára-sol foi menor em relação à distância focal de 18 mm, como se vê na primeira foto.

A segunda mostra que não cobre todo o sensor, de novo.

A terceira foto tem o enquadramento bem parecido (só um pouco maior) com a segunda foto da lente 28 mm, a foto em modo DX, a que está equivalendo a 42 mm em FX.

18-105 mm F3.5-5.6 VR DX em 50 mm

Resta fazer a comparação com a lente 50 mm.




O ângulo da lente ficou mais estreito e o pára-sol praticamente não interfere mais. Isto não impede ele de proteger a lente de fontes de luz indevidas. Ele ainda está protegendo.

A imagem da lente projetada no sensor ficou maior, mas mesmo assim não o cobriu por completo. Isto fica claro na primeira foto e na segunda foto.

A terceira foto é em DX, e ela é o corte já explicado antes. Note que ele é muito parecido com a lente 50 mm com o corte DX.

Conclusões

O fator de corte é a diferença de tamanho entre o sensor FX e o DX (ou o FX em DX) e ele não altera a distância focal. Ele somente cria uma equivalência de um para outro por não aproveitar toda a imagem projetada por uma lente FX.

Lentes DX são projetadas para sensores DX, mas podem ser usadas em câmeras FX, pelo menos no caso da Nikon, com limitação da área usada do sensor.

Notas

Vale lembrar que o sensor FX é do tamanho do filme fotográfico de 35 mm, e que também é chamado de Full Frame.

Todas as fotos foram feitas com a abertura F8. Em uma Nikon Df.

O local é a beira do Rio Perequê-Açú, em Paraty. As fotos foram feitas no meio da tarde de 28 de Janeiro de 2017.

Quando a Nikon não informa se uma lente é FX ou DX, ela é FX. Eu informei que a lente era FX para ser mais explícito, pois seus nomes não costumam receber esta sigla.

Nenhum comentário:

Postar um comentário