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Sou viciado em computação, Internet e Fotografia. Morei por quase 6 anos, e ainda frequento, Paraty. Sou usuário de softwares Open Source, tendo dado algumas contribuições em diversas ocasiões.

sábado, 23 de maio de 2015

Making of da Passeata das Coxinhas Mordidas

Algumas pessoas devem estar curiosas para saber como eu fiz as fotos do artigo A Passeata das Coxinhas Mordidas (álbum de fotos aqui), e como surgiu a ideia.


A ideia surgiu em uma discussão que disparei no Facebook falando de pessoas de direita e preconceituosas se sentindo contrariadas por que as coisas não eram da forma que elas queriam, que se sentiam perdendo privilégios, e principalmente de páginas mentirosas e suspeitas que alimentavam a alienação destas pessoas, e as manipulavam. Até criei o nome para esta página no Facebook.

Mas um problema que pensei era qual avatar usar, qual criar, como criar etc. Eu não sou grande desenhista, mas o que eu sei fazer bem é fotografar, então, depois de uma semana de planejamento...

Fiquei amadurecendo a ideia por uma semana, desenvolvendo a ideia, o que fazer, o que precisava fazer, o que deveria ter nos cartazes etc, e na sexta-feira comprei parte do material, no sábado de manhã mais uma parte, e finalmente, no final da manhã de sábado, a última e mais cara peça, as coxinhas.

Passei as primeiras horas de tarde fazendo os cartazes, colando-os, colando os palitos etc.


O estúdio foi a copa de um apartamento, e a mesa foi uma destas de fórmica com décadas de idade. Muitas vezes mesmo não é necessário um estúdio fotográfico de verdade para fazer fotos legais.

Depois foi montar a estrada, que não passava de uma folha de papel preto com duas faixas feitas com fitas adesivas amarelas. A fita foi colocada em duas camadas para reforçar a cor. Ela foi fixada colando por baixo com fita crepe.


A "pista" foi inclinada para afetar a sensação de perspectiva, dando a impressão que a rua era mais longa, e assim também escondendo o fundo. A inclinação foi feita com uma manta, destas usadas para aquecer as noites de inverno, dobrado de modo que fizesse alguns degraus.


O papel foi preso com fita crepe por baixo para não enrolar.


Tive uma ajuda de uma voluntária em parte da montagem, e ela me disse que queria ficar anônima.

As coxinhas foram mordidas e organizadas como uma passeata, cada uma com um cartaz, exceto uma coxinha chiliquenta, apresentada no topo do artigo, que "usou" 5 cartazes durante parte do tempo da "passeata".


Algumas coxinhas não queriam ficar em pé, então usei alguns palitos para apoiá-las. Isto criou uma necessidade de mais cuidado com ângulos das fotos para que estes palitos não aparecessem.


Ao final a passeata foi dispersada sem muita pena. As coxinhas "filhinhas" foram comidas por duas pessoas, um comunista e uma anarquista.


Não me lembro quanto gastei no total, mas acho que foi cerca de R$ 70,00, e sobrou fita crepe, fita amarela, 2 folhas e meia de papel preto, 4 canetas coloridas, cola plástica e palito de mesa. Fora as coxinhas, acho que tenho material para organizar outras duas passeatas.

A recepção foi muito boa. Eu achava que teriam alguns coxinhas chilicando nos comentários, no Facebook etc, mas não apareceu nenhum. Tive muitos elogios, muita gente gostou, teve gente caindo na gargalhada, e até um voluntário para ser um dos mordedores de coxinha se eu refizesse as fotos.

A página Mordendo Coxinhas no Facebook foi criada enquanto eu escrevia este Making Of. Não sei se vou continuar ela, se vou removê-la um dia, se vou colocar conteúdo nela até abandoná-la algum dia etc, mas podem se inscrever para segui-la.

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